A Surpresa! – Tópico 7


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Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos. Ele, porém, respondeu: Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte (Lucas 22.31-33).

Perceba pelo texto que Pedro não entendeu a advertência de Jesus, contudo, sua resposta, mostrou sua profunda fé em Cristo. Pedro estava mais convicto do que muitos pensam. Com Jesus, ele podia fazer o impossível, tal como caminhar sobre a água, por exemplo. Não obstante, João 13 nos informa que foi nesse contexto que Jesus acabara de anunciar sua iminente separação dos discípulos, e isto, incluía separar-se também de Pedro. Com Jesus, Pedro desembainhou sua espada diante dos soldados que vieram prender o Salvador. Sem Jesus, todavia, Pedro cambaleou diante da pergunta de uma criada adolescente. Com Jesus, Pedro tinha certeza. Sem Jesus, a ingênua confiança que Simão tinha em si mesmo, não fez mais que acelerar sua queda. Com Jesus, Pedro era Pedro; sem Ele, Pedro era Simão. À medida em que os acontecimentos da noite se desenrolavam, sobreveio a ciranda de Satanás. Pedro sofreu a agonia, enquanto os detritos de sua vida eram removidos. Simão morreu, contudo, nasceu Pedro, e com seu nascimento, as consequentes dores de parto.

Este pequeno cenário contém vários pontos dos quais podemos tirar lições, mas há também coisas que ficam fora do nosso alcance. Talvez pudéssemos perguntar: Como é possível o Altíssimo permitir que Satanás se aproxime do Trono e lhe peça para cirandar com Pedro? Como Deus poderia ver o desmoronamento de Pedro, o fiel seguidor, e ainda mais, a morte terrível de Seu próprio Filho? Só em pensar na cena do diabo diante de Deus e recebendo permissão para tal, ficamos desconcertados. Quando percebemos o amor de Deus ao conceder a permissão a Satanás com o propósito de nos beneficiar, caímos de joelhos. Se lembrarmos o caso de Jó, Deus limitou o Adversário a não tocar na vida de seu servo, mas no caso de Jesus, não existiu limitação alguma. Um anjo interferiu e impediu que Abraão sacrificasse seu filho Isaque, mas nessa noite, não haveria intervenção alguma em favor de Seu Amado Filho Jesus. Como Deus pôde permitir que se desatasse semelhante aflição a Seu próprio Filho?

Se pudéssemos ter apenas um sinal de resposta, então alcançaríamos um vislumbre de como operam a mente e o coração do Pai. Sua sabedoria e amor são tão elevados que simplesmente não podemos compreender. Nossa natureza humana só pode conceber os feitos de Deus quando Ele os manifesta, já que não conseguimos alcançar a compreensão por meio do nosso intelecto ou por nossa própria experiência. No entanto, é bom que se saiba: o Pai é Soberano em Seus atos! Ele podia dar permissão a Satanás e o fez, e, tomando os acontecimentos daquela noite fatídica, demonstrou o Seu amor e mudou a eternidade para sempre.

Para finalizar o texto de hoje, convido você a refletir sobre o amor de Deus. Pensar que o Amado Pai Celestial permitiu o sofrimento de Seu Filho, porque tinha você em mente, não te deixa extasiado?

No amor de Cristo, o Senhor da glória,

Pr. Natanael Gonçalves

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