Koinonia – Tópico 4


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Para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte (Filipenses 3.10).

Se perguntássemos aos seguidores de Cristo o que necessitam para conhecer melhor a Jesus, o mais provável é que a maioria das respostas se fundamentem em alguns pontos: estudos bíblicos, tempo a sós com Deus, oração, uma boa igreja, material cristão ou, talvez, cursar um seminário. Todas estas coisas são válidas, mas, segundo a opinião de Paulo, lhes falta uma componente chave. No verso acima, Paulo não escreveu “entender intelectualmente”, mas “para o conhecer.” Aqui há uma diferença relevante entre o apóstolo e a maioria de nós. Alguns limitam o conhecimento de Jesus, unicamente à informação. Para Paulo, a pessoa de Cristo estava sempre em primeiro plano. Nunca negou a necessidade de estudar profundamente, e ele gostava de fazê-lo, porém jamais divorciou o ensino de seu Autor. As palavras vivas do Deus vivo, alimentaram a Paulo ao longo de seu caminhar cristão. Observe, no entanto, que ele destacou dois aspectos do que significa conhecer a Jesus: “o poder da sua ressurreição e a participação (comunhão, Koinonia) de seus sofrimentos.”  Nos regozijamos em ver o poder da Sua ressurreição operando em nossas vidas. Nestes termos, destaco que alguém pode não encontrar palavras ao ver a poderosa mão de Deus operando livramentos de perigos e apertos, ou quando o Pai lhe concede a vitória em situações impossíveis.

Não obstante, Paulo não se contentou com isso, nem tampouco, deveríamos nós. Ele conectou “o poder da sua ressurreição” e “a comunhão de seus sofrimentos” com a conjunção “e”. É impossível separá-las, pois cada um dos componentes é similar aos dois lados de uma mesma moeda: um não existe sem o outro. Paulo não queria conhecer somente o poder, mas também a participação (comunhão, Koinonia) de Seus sofrimentos. Alguém pode pensar que o apóstolo era um masoquista que desejava conhecer o sofrimento, porque gostava. Absolutamente não!  Em nenhuma parte das Escrituras Paulo pediu ou procurou o sofrimento.

Em geral, não vemos as coisas do mesmo modo que o apóstolo. Ele tinha como meta principal o conhecimento do Salvador, por isso considerava duas coisas: o poder da ressurreição e os sofrimentos de Cristo. Contrariamente, a maioria de nós se limita a apenas uma: queremos conhecer o poder da ressurreição do Senhor. A participação ou a comunhão (Koinonia) de Seus sofrimentos, contudo, não nos interessa, e, se fosse possível, a todo custo o evitaríamos. Paulo não. Ele não queria ver somente o poder de Jesus. Ele desejava conhece-Lo por experiência e ser uma testemunha direta. Queria a participação, não somente a demonstração de poder.  A diferença é semelhante a comunhão pessoal de Moisés com Deus, em contraste com os hebreus que foram testemunhas da glória, porém à distância. A glória de Deus é algo tremendo, e nos alegramos quando Ele nos concede a oportunidade de ver um pouco dela, todavia isso não é tudo. Para conhece-Lo e a participação de Seus sofrimentos, é necessário um compromisso mais forte e um caminhar mais íntimo. Saiba, porém: riquezas infindáveis nos esperam!

Procuro sempre, ao finalizar, incentivar você a refletir sobre a sua vida cristã e seu compromisso com Deus. Assim sendo, deixo uma pergunta: Quem deseja e, ao mesmo tempo, se predispõe a conhecer a Jesus no âmbito da experiência pessoal e não simplesmente no aspecto da informação? Difícil de responder? Continuamos no próximo tópico, se Deus assim o permitir.

Que o desejo ardente em conhecer a Jesus, seja uma realidade em tua vida,

Pr. Natanael Gonçalves

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