Koinonia – Tomo 4 – Introdução


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Neste novo tomo da série, uso como título a palavra Koinonia. Para alguns, desconhecida, para outros, porém, a despeito de conhece-la, é bem provável que não entendam a abrangência da mesma. É de fundamental importância tomar conhecimento para se construir a compreensão do presente tema. Pesquisando a respeito, posso afirmar que no Novo Testamento encontramos palavras que se relacionam com a ideia básica de “companheirismo”. Uma dessas palavras é Koinonia. Ela é o espírito de generosa coparticipação, contrastada com o espírito de cobiça e egoísmo. No grego do NT., Koinonia tem três significados distintos: 1) “Sociedade comercial”. Em um papiro, certo indivíduo fala de seu irmão afirmando “com quem não tenho Koinonia”, isto é, relações comerciais. 2) É usada com relação ao “matrimônio”, ou seja, duas pessoas que se casam para ter Koinonia, o que significa uma vida de união e compartilhamento. 3) É usada, também, com respeito as relações de um homem com Deus. Para simplificar, quando a palavra Koinonia é aplicada à vida cristã, quer dizer que há comunhão com Cristo e com os irmãos. A palavra comunhão, em nosso idioma, também pode ser compreendida de forma mais clara como “comum-união”. Isto posto, seguimos adiante.

No tomo anterior, tratei do sofrimento como um presente de Deus. Entretanto, é bem provável que muitos façam essa pergunta: “como um Deus de amor pode dar esse tipo de presente aos seus filhos?” Antes de tudo, é bom lembrar que o Altíssimo é um Deus de propósitos e, também, um Deus que tem prazer em abençoar aqueles que foram marcados pelo sangue de Jesus. Para mim, não foi fácil discorrer sobre o tema, haja vista que muitos cristãos comprometidos com Deus, neste exato momento, estão sofrendo. A dor desses cristãos é como um veneno que sai do corpo por meio das lágrimas, como se estas fossem o único canal de saída. Não obstante, para quem experimenta a dor, um texto de Paulo tem muito a dizer. Trata-se de Filipenses 3. 10. Vejamos:

Para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte.

Muitos cristãos hoje em dia, querem conhecer o poder da ressurreição, uma vez que ela se traduz em vitória. Quem deseja conhecer a comunhão (koinonia) dos seus sofrimentos? Não sei quantos começaram a ler esta série desde o início, mas, possivelmente, quando começamos a tratar do tema do sofrimento, alguém já pulou fora.

Jesus sofreu horrivelmente naquela cruz. Que perspectiva nós temos de Deus, como Pai, ao pensarmos em Jesus? Não sei que lupa você usa para ler e entender algumas realidades bíblicas. No entanto, vejo uma demonstração incomparável do amor de Deus em não intervir, enquanto Seu Filho, Jesus, agonizava na cruz pelos pecados do mundo. A falta da intervenção de Deus abriu o caminho para que tivéssemos acesso e comunhão (Koinonia) com Ele. Não obstante, para o Pai Celestial, houve um custo imensurável.

Hoje, vou ficando por aqui. Este texto, todavia, é apenas uma introdução ao novo tomo, para dar continuidade nos próximos tópicos, se Deus assim o permitir. Por fim, minha oração e desejo, é que o Espírito de Deus ministre ao seu coração.

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves

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