Tomo 2 – A Trilha!  – Introdução


by

Dividi esta série em tomos e, em cada tomo, tópicos. Findamos o primeiro tomo, cujo tema foi “O cálice”. Iniciamos o segundo, que denomino de “A Trilha”. Por que? Terminei a última postagem, afirmando que o seguidor de Cristo deve seguir caminhando com Jesus, e que o andar com o Senhor não é um processo instantâneo, mas significa dar um passo de cada vez. Qual é o caminho, ou a trilha? Nos próximos tópicos, falaremos mais sobre o assunto.

Há muitas conversas sobre o viver ou andar no caminho cristão. A expressão descreve numerosas matizes: progresso, movimento contínuo, avançar em rumo determinado. Posto que o Senhor quer que o sigamos, Ele propõe que caminhemos por uma trilha em particular. Mesmo que uma boa parte da vereda que transitamos com Deus seja agradável, formosa e prazerosa, algumas partes não o são. Alguns trajetos são tremendamente difíceis, empinados e desolados. Acho que podemos entender isso até certo ponto. Não obstante, mesmo caminhando nessa trilha com Deus, a situação pode ser árdua e muito difícil, e, desse modo, esperamos que o Senhor intervenha de forma imediata. Quando as dificuldades alcançam certo nível de sofrimento e as calamidades batem à porta, perguntamos: “por que Deus parece nos levar da luz para a escuridão?” Quando as trevas se tornam espessas e as condições pioram, somos tomados de espanto e dos porquês. Queremos esclarecimentos e esperamos que Ele apareça com as respostas. Todavia, é nestes vales profundos que Deus parece mais distante de nós. Será que não seria correto um filho de Deus questioná-Lo sobre os abismos e perigos da vida? Penso que tudo depende da perspectiva, da atitude e do enfoque que temos e demonstramos ao aproximar-nos do Pai Celestial. Quando estudamos a Sua Palavra, podemos ver que o Senhor se aborreceu com aquele povo que murmurava no deserto. Aquela gente, não somente questionava a Deus, como também O culpava pelas duras condições em que se encontravam. O fato, no entanto, era que a rebeldia do próprio povo produziu aquela situação. Por outro lado, ao longo das Escrituras, encontramos outras pessoas que viviam em intimidade com Deus e clamavam com fervor pedindo ajuda, especialmente durante períodos de sofrimento intenso.

Penso, contudo, que a maioria de nós sempre apresenta duas perguntas a Deus: “Por que não me socorres?” e “quando virás em minha ajuda?” A expressão que melhor sintetiza estas súplicas do coração, é a palavra “perplexidade”. Quando você anda na trilha com o Senhor, há momentos em que Deus demonstra o Seu poder e você o vê claramente. Por exemplo, ao liberá-lo de dificuldades pessoais ou quando Sua poderosa mão derruba as fortalezas de oposição. Mesmo assim, sucederão tempos nessa trilha que podem parecer que Deus deixou de operar a seu favor. Certamente você pode pensar que o Deus que respondia as suas orações, agora somente observa o seu desespero. Clamas de maneira fervorosa, porém Ele não vem em sua ajuda. O resultado de tudo isso é o sentimento de perplexidade; de pasmo! A dor é palpitante, e a confusão é a espada da frustração estocada que nunca o abandona por completo. Se estas coisas se aplicam a você, do ponto de vista bíblico, você está em boa companhia. No entanto, isso é assunto para a próxima publicação. Até lá, sugiro que medite no Salmo 143, o salmo de Davi, que expressa um pedido urgente de socorro.

Em Cristo Jesus, Aquele que vê todas as coisas e sabe de tudo a seu respeito,

Pr. Natanael Gonçalves

share

Recommended Posts