O cálice – Tópico 10


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E ele lhes perguntou: Que quereis que vos faça? Responderam-lhe: Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda. Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado? Disseram-lhe: Podemos… (Marcos 10:36-39).

O batismo a que Jesus se referiu não era o batismo nas águas, mas era uma metáfora do seu sofrimento. No tópico anterior, no final, mencionei sobre isso. Tiago e João responderam à pergunta de Jesus afirmando que poderiam beber o cálice e serem batizados com “esse batismo”. Mencionei também, que beber o cálice é intencional, isto é, eu decido. Por outro lado, na questão do batismo que representa dor e sofrimento, ninguém decidiria escolher. Às vezes, o Pai permite sofrimentos tão intensos que, se não fosse pelas reiteradas promessas de seu amor eterno nas Escrituras, poderíamos chegar a duvidar d’Ele. Ainda assim, a escuridão é tão densa que por vezes questionamos a Deus. Faça o teste abaixo:

Durante quanto tempo você é capaz de seguir firme em seu relacionamento com Deus, quando lhe toca a experimentar sofrimento, dor, orações não respondidas, desesperança e trevas espirituais? Quanto tempo você mantém a alegria, quando não consegue explicar o que Deus está fazendo em sua vida, porque, segundo o seu ponto de vista, não há nenhum sentido no que você atravessa? Por quanto tempo você se mantém fiel ao Senhor, enquanto padece necessidades crônicas? Você vê que Deus responde as orações de pessoas ao seu redor, mas por alguma razão desconhecida, não responde as suas. Seguirás confiando n’Ele? Em resumo: Nessa situação, você persiste em esperar em Deus sem renunciar a Ele, ou o cálice e batismo que o Pai oferece?

Tiago e João não eram tão fortes como criam, e tampouco o somos nós. Subestimaram tanto o alcance de sua determinação espiritual como a profundidade do cálice e do batismo. Se Jesus lhes houvesse mostrado o conteúdo do cálice e o que incluía o batismo, eles teriam fugido aterrorizados e, antes de criticá-los, nós teríamos feito o mesmo. Também deveríamos reconhecer que, como Tiago e João, não “sabemos” ou “compreendemos” o que pedimos. Devemos passar por um processo de refino que proporcionará a cada um de nós, condições de receber bênçãos mais profundas da parte de Deus. Não obstante, nossas orações sempre são na direção de eliminar os elementos que o Senhor utiliza para levar-nos ao lugar da bênção. Será que nos surpreende que Paulo, em Romanos 8.26, afirme que “não sabemos pedir como convém?” Suplicamos bênçãos grandiosas, mas depois, oramos pedindo que Deus nos libere do procedimento que Ele utiliza para que se cumpra a nossa petição. Destaco, todavia, algo mais: “Geralmente, quando a resposta das nossas orações demora, desistimos. Chegamos quase a culpar a Deus, quando, em verdade, Ele está tratando de responder o que pedimos com a nossa língua solta.”

Quando você ora… Por que coisas você ora?

Finalizo por hoje, mas incentivo você a refletir sobre tudo o que vimos, sabendo, entretanto, que o nosso Deus é um Deus de amor e a Sua vontade é boa, perfeita e agradável. Não pense que Ele está mirando em você para faze-lo sofrer. A proposta aqui é outra. No fim, como nos diz o título dessa série: “Da aflição, à Glória!”. Portanto, confie no Seu amor e graça!

Em Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves

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