O cálice – Tópico 8


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E ele lhes perguntou: Que quereis que vos faça? Responderam-lhe: Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda. Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado? Disseram-lhe: Podemos… (Marcos 10:36-39).

Se você está seguindo essas publicações desde o início, já está identificado com o assunto. Todavia, se este não for o seu caso, sugiro que leia as publicações anteriores. Levantemos os olhos e os coloquemos na passagem acima. A resposta que Jesus deu a Tiago e João, envia uma luz penetrante ao nosso coração e à nossa compreensão, ou melhor, ao nosso conceito equivocado sobre a oração. O Senhor lhes disse que não “sabiam” o que pediam e, ao dizer, usou a palavra grega que significa “conhecer com o intelecto; entender.” Não sabemos qual foi a reação dos irmãos, mas, por certo, expressaram algum tipo de espanto ou incredulidade. Provavelmente, pensaram que Jesus não os entendia, mas, na realidade, eram eles que não entendiam a natureza do pedido que fizeram. Consideravam que a petição deles dependia exclusivamente de Jesus: Ele tinha o que eles queriam e Ele podia abrir o pacote dos presentes e entregá-los, do mesmo modo como fizera ao converter a água em vinho ou quando alimentou as multidões. O que não percebiam, depois de tanto tempo com Cristo, era que, o que pediam, não dependia tanto da capacidade do Doador para entregá-lo, como da capacidade espiritual deles para recebe-lo. Façamos uma pausa aqui para registrarmos uma realidade incontestável: Deus está mais disposto a dar-nos aquilo que pedimos, na medida em que satisfaça Sua glória e o nosso bem final. Estaríamos dispostos a sermos conduzidos pelo Senhor até ao ponto em que nos tornemos vasos adequados? Você poderia indagar: Qual o motivo? Para recebermos as bênçãos mais profundas que Ele quer dar-nos. Em vez de dizer: “Dá-me isto, Senhor”, nossa oração deveria ser: “Senhor, trabalha em minha vida e tira os obstáculos que estão me impedindo de Te conhecer melhor, de ser um vaso preparado para uma vida espiritual de maior intimidade e bênçãos mais profundas”.

Quando você ora… O que você pede ao Pai?

Deste conceito surge outra lição. Quase sempre a maioria dos nossos pedidos em oração a Deus, estão equivocados. Explico: Já passou por sua mente que a demora do Altíssimo em entregar o que você pediu, possui uma razão? Avalie! Não seria pelo fato de você não estar em condições de receber? Pense bem: Você daria a seu filho de seis anos, uma arma de fogo ou uma serra elétrica, ainda que ele, aos prantos, lhe pedisse? Mesmo que, com clamor e lágrimas me suplicasse, não os daria, pois, se o fizesse, muito lhe prejudicaria. A parábola do filho pródigo mostra a necessidade de que se nos dê tudo o que desejamos, quando, todavia, não estamos preparados para recebe-lo. Ocorre o mesmo no mundo espiritual. Será que nos é difícil crer que Jesus deseja mais intimidade e companheirismo com cada um de nós e que Lhe é prazeroso dar boas coisas àqueles que O seguem? A demora se produz por responsabilidade d’Ele ou nossa?

Muitas pessoas declaram: “Quero Te conhecer de modo mais profundo, Senhor!” Para que isto aconteça, Deus deve intervir para tirar os elementos que nos impedem de conhece-Lo melhor. Isto pode incluir coisas, as quais consideramos boas. Deus, às vezes, trabalha de uma maneira que nos deixa pasmos e confusos. Um aspecto desta forma particular de atuar, é que Deus retém certas bênçãos a fim de que possamos receber uma benção maior no futuro. Algumas delas nos serão concedidas enquanto estamos na terra, outras, no entanto, receberemos no céu. Todas elas, porém, serão outorgadas com a precisão de um Deus generoso que se deleita em dar a seus filhos presentes excelentes, pois Ele é um Deus bom!

Uma coisa é pedirmos bênçãos mais profundas. Outra é nos mantermos firmes durante o processo de refinamento, o qual nos dará condições de receber aquilo que pedimos.

Quando você ora…. O que você pede ao Pai?

Seguimos no próximo tópico com um coração palpitante, pois há algo mais a ser descoberto nessa trilha…

Que o Espírito Santo ministre ao seu coração,

Pr. Natanael Gonçalves

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