O cálice – tópico 7


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Ao iniciar o tópico de hoje, lembro que Jesus havia prometido algo tremendo em Mateus 19.29. No entanto, o parágrafo termina no verso 30 afirmando que “muitos primeiros, serão últimos; e os últimos, primeiros”. Guarde isso! A seguir, o Senhor faz uso da parábola dos trabalhadores no capítulo 20. Sugiro que você leia os quinze primeiros versículos, mas destaco o verso 15, com o qual o Senhor concluiu o seu discurso:

Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom?

Chamo a sua atenção para os dois irmãos Tiago e João. Quando Jesus ensinou por meio dessa parábola, certamente os dois estavam presentes, portanto, guarde isso também em seu coração.

Logo após o seu ensino, enquanto seguiam avançando em direção à Jerusalém, Jesus informou aos doze sobre o seu sofrimento iminente (Marcos 10.32-34; Mateus 20:16-19). Uma vez mais concluiu com a promessa de que ressuscitaria. Se pensarmos em tudo o que o Senhor havia ensinado ao seu pequeno rebanho, este conceito era de importância crucial. Lembremo-nos que essa era a mesma declaração que havia feito a Pedro, Tiago e João, no monte da Transfiguração.

A afirmação de que Jesus ressuscitaria dos mortos mobilizou os dois filhos de Zebedeu, ou melhor, essa verdade os prendeu. Em Mateus 20:20-21, lemos: Então, se chegou a ele a mulher de Zebedeu, com seus filhos, e, adorando-o, pediu-lhe um favor. Perguntou-lhe ele: Que queres? Ela respondeu: Manda que, no teu reino, estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita, e o outro à tua esquerda. Observe que o texto começa com a palavra “então”. Isto significa que a petição dos irmãos foi apresentada a partir da informação que o Senhor acabara de dar. Desta forma, surgiu a oportunidade de fazerem a pergunta que os inquietava tanto. Se ponha no lugar deles. Tiago e João haviam sido testemunhas da glória de Jesus na Transfiguração. Acaso não foram eles, em certo sentido, “primeiros” em receber a visão do reino vindouro com seu poder e sua glória? O Senhor lhes havia dito que não falassem acerca do que viram e ouviram até que ressuscitasse e, visto que agora Ele estava falando abertamente a respeito da ressurreição e chegando até a relacioná-la com as recompensas que seriam outorgadas naquele momento, então, uma coisa estava certa: “a glória chegaria rápido”. Acrescente a isso que Jesus havia dito que muitos primeiros seriam últimos (muitos, porém, não todos), sendo assim, Tiago e João deveriam assegurar de imediato, seus lugares. Se não pedissem a Jesus, isso poderia ser interpretado como algo sem valor o que Ele havia oferecido. Tiago e João sabiam a respeito da recompensa, agora, porém, perguntaram acerca da posição de cada um. Haviam contemplado a Jesus em Sua glória, e não queriam ocupar o último lugar. Para eles, era extremamente valioso fazer a petição ao Senhor. Observe que eles não incluíram a Pedro em seu pedido, apesar de que este havia presenciado o mesmo que eles. Marcos 10:41, mostra que os outros dez se indignaram e, talvez, Pedro os liderasse nesse sentido. Provavelmente Pedro lhes dirigiu um severo olhar como que dizendo: “Jesus ordenou que não disséssemos nada até que Ele se levantasse dos mortos”. Vocês estão rompendo as regras do jogo! Quem sabe, Pedro não estaria revoltado por não ter tido a mesma ideia de pedir o privilégio para si? Bem, isso é só uma conjectura…

Os detalhes desse acontecimento são fantásticos e não podemos deixar de lado algumas coisas. Por exemplo, a petição assume a conotação de uma declaração de fé e adoração, da mesma forma que uma criança expressa coisas a seu pai e, este entende que se trata da perspectiva de um menino. Jesus havia lhes ensinado: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:19-21).

Tiago e João aprenderam o que Jesus havia ministrado e, certamente, os seus corações desejavam estar para sempre com Jesus, pois o Senhor era o Tesouro deles.

Quando você ora… O que você pede ao Pai? Reflita!

No amor de Cristo Jesus, Aquele que está revestido de majestade e glória,

Pr. Natanael Gonçalves

                                                                                                                   Continuamos na próxima publicação...

 

 

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