O Cálice – tópico 3


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Então, se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos concedas o que te vamos pedir… (Marcos 10:35. Ler do 35-41).

Iniciamos o texto de hoje lembrando daqueles dois discípulos de Jesus, os irmãos Tiago e João. Eles se aproximaram do Senhor e disseram: “Mestre, queremos que nos concedas o que te vamos pedir.” Quando você adiciona o seu nome nessa oração, o que vem a seguir? Esta pergunta se faz necessária pelo costume que temos em não avaliar a essência daquilo que pedimos a Deus. Se o exame for sincero, veremos que passamos por alto, com frequência, dos aspectos eternos. Assim sendo, na maioria das vezes, não estamos simplesmente pedindo coisas equivocadas, mas sim superficiais. Muitos passaram por essa experiência e chegaram a provar que o sofrimento foi o meio que o Senhor usou para que soubessem a natureza do que estavam pedindo ao Pai. O que podemos dizer sobre o pedido dos filhos de Zebedeu? Nossa responsabilidade como bons alunos do Altíssimo e de sua Palavra, é entrarmos no mundo de Tiago e João a fim de vermos com seus olhos e escutar com os seus ouvidos.

Em Marcos capítulo 9, a passagem anterior à petição dos dois irmãos, lemos a respeito da transfiguração de Jesus (9:2-8). Será que esse texto inquieta o nosso coração? No entanto, inquietou o espírito dos três discípulos presentes: Pedro, Tiago e João. Tentemos imaginar o quão sublime foi essa experiência para eles. Era impossível que, depois de contemplar a glória de Jesus, os três percebessem as coisas da terra da mesma forma que antes. Você crê que, depois de terem visto a glória do Senhor, de terem visto a Moisés e a Elias, de terem ouvido a voz audível de Deus dando testemunho de Seu amado Filho, regressariam na mesma condição de antes? Você pensa que o maior desejo deles seria possuir uma cidadania romana? Será que após participarem daquele episódio, desejariam progredir social e economicamente durante uma breve e transitória existência neste mundo? Será que eles sentiam inveja da posição sólida e estéril de um fariseu? Você crê que eles se sentiriam atraídos por alguma coisa desta terra, ou por qualquer cargo ou poder que o mundo pudesse lhes oferecer?

Alguns estudiosos afirmam que entre a transfiguração em Marcos 9.2-8 e o pedido dos irmãos em Marcos 10.35-41, passaram-se alguns meses. Outros também afirmam que a petição de Tiago e João, foi completa, bem calculada e bem apropriada ao momento em que viviam. Não devemos entrar nessa discussão, mas precisamos aprender com essa passagem o que ela pode nos transmitir. Antes de tudo, observe que, dentro daquele contexto de tempo, Jesus estava próximo de sua morte. Por isso, Lucas registra que o Senhor manifestou em seu semblante a resolução de ir para Jerusalém (Lucas 9.51). Como Ele sabia disso, ensinava de forma diária e metódica a seus discípulos. Com frequência, os acontecimentos do dia ou o encontro com alguma pessoa, serviam de base para que o Mestre lhes desse uma lição acerca da verdade e da vida. Quanto mais perto estava da cruz, tanto mais profundas eram as lições espirituais que compartilhava com os doze. Um desses encontros, afetou de maneira especial a quem o presenciou: o do jovem rico (Marcos 10:17-31). Alguns dizem que esse episódio animou a Tiago e João a apresentar o pedido a Jesus.

Estimulo você a ler essa passagem, pois continuaremos no próximo tópico.

Que o seu coração seja envolvido pelo poder do Espírito Santo e que você possa descobrir, a cada dia, as realidades eternas.

Pr. Natanael Gonçalves

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