Envergonhando o acusador


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Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. No ensino, mostra integridade, reverência, linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado, não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito (Tito 2:7-8).

O livro de Jó nos mostra a cena de um encontro entre Deus e Satanás. Nesse encontro, Satanás tenta convencer o Altíssimo de que a aparente fidelidade de Jó é devida à abundância e à prosperidade em que vive. Sugere que, se Deus lhe tirar todas as bênçãos que derramou sobre ele, Jó certamente deixará de caminhar em retidão perante o Senhor. Por trás desta sugestão vemos o desejo do Adversário de encontrar na vida daquele servo de Deus, algo que pudesse servir à sua atividade principal, isto é, acusar os escolhidos do Pai. Quando voltamos os nossos olhos para o livro de Apocalipse, descobrimos que esta é uma atividade em que Satanás não conhece o descanso, haja vista que a Palavra afirma que ele acusa aqueles que são crentes em Cristo, diante do nosso Deus, “dia e noite”.

Sabendo disto, entendemos claramente o princípio espiritual da exortação de Paulo a Tito, no verso acima. O apóstolo dos gentios está advertindo a seu amigo e irmão Tito, a não dar nenhuma brecha ao inimigo, nem de ser participante involuntário de nenhuma de suas estratégias imundas, cujo propósito é confundir a obra de Deus. A maneira de alcançar isto, segundo a exortação de Paulo, é vivermos de tal forma que o adversário não tenha do que nos acusar diante de Deus. Em outras palavras, por mais que o inimigo examine a nossa vida em detalhes, não deverá encontrar nenhum elemento que lhe sirva para acusar-nos diante do Pai.

O texto nos conduz necessariamente à esfera do comportamento, deixando de lado a ideia de que a verdade se mostra através de determinados exercícios intelectuais. Na visão de Paulo, a verdade se proclama com a vida. Satanás não examina nossa doutrina para ver se encontra nela contradições teológicas ou falta de evidências bíblicas. Ele observa o nosso andar cotidiano. O inimigo nos vê quando estamos em família. Nos observa quando caminhamos pela rua. Nos estuda quando estamos no ambiente do trabalho. Nos escuta quando falamos. Nos analisa quando estamos reunidos ou quando estamos a sós. Em tudo, ele só tem um objetivo: encontrar em nós aquelas coisas que desonram ao Senhor para apresentar-se diante de Seu trono com a evidência de nossa condição indigna.

Algo, todavia, deve animar o nosso coração: temos um Advogado junto ao Pai; Jesus! (1 João 2:1). Ele intercede por nós e defende a nossa causa. No entanto, essa segurança que temos em Cristo, não nos permite viver a vida de qualquer maneira, já que fomos não apenas chamados à santidade, mas ordenados a ela. Por fim, Paulo nos exorta a andar de tal maneira que o inimigo não tenha outro recurso senão mentir a nosso respeito. Nosso comportamento e modo de viver, devem proclamar que estamos comprometidos, sem reservas, com Aquele que “nos chamou das trevas para Sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9). Que desafio!!!

Momento de Reflexão: Algumas perguntas devemos responder: Minha vida expressa a pessoa de Jesus ao mundo? Meu modo de falar é condizente com a minha experiência do novo nascimento? Minhas atitudes despertam outras pessoas a conhecer a Cristo? Reflita sobre isso!

No amor do Pai,

Pr. Natanael Gonçalves

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