Amor dividido.


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“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procedem do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1 João 2. 15-17).

Quanto tempo você pensa que vai viver neste mundo? Qual a sua expectativa de vida? Você conhece alguém com cento e cinquenta anos de idade? Já pensou sobre isso? Certamente que sim. As pessoas sabem que um dia deixarão este mundo, todavia não gostam de falar sobre o assunto. Não obstante, vivem como se nunca fossem deixar esta terra, e que a morte, apesar de ser um patrimônio do ser humano, está numa perspectiva distante. O ponto que a Bíblia enfoca no final do texto acima, toca na ferida. Ora, tudo passa, inclusive o mundo. Então a pergunta é: Por que estabelecemos um romance de amor com este mundo passageiro? Por que nos apegamos tanto a coisas que não permanecerão, mas acabarão? Por que valorizamos tantas coisas que não possuem valor algum? 

Vamos refletir juntos… 

O mundo tratado por João é o sistema de vida fomentado por Satanás e em rebeldia contra Deus. É a sociedade independente de Deus e sem a linha do prumo da justiça e da retidão do Altíssimo. João explica o que há no mundo: 

1-    A concupiscência da carne 

A palavra concupiscência significa: ansiar, desejar ardentemente. Carne é um termo bíblico para nossa “humanidade”. A concupiscência da carne simboliza a vida dominada pelos desejos, com pouco respeito por nós e por outras pessoas, e quando o princípio do prazer é ativado pelo egoísmo e pela autossatisfação, usamos as pessoas como “coisas”. 

2 – A concupiscência dos olhos 

É a incapacidade de ver alguém ou algo sem desejá-lo para nós mesmos. O olho observa o que lhe é agradável, levando a mente a cobiçar, e quanto mais se obtém, mais se quer. 

3 – A soberba da vida 

A soberba da vida é como um narcótico. Injetamos os componentes dos valores humanos e estes estimulam a nossa autoimagem e produzem em nós o autoengrandecimento e a autossuficiência. 

O romance com o mundo é alimentado pela possibilidade de reconhecimento, popularidade e prosperidade. Entendo que não é errado desejar e trabalhar por uma vida melhor, o erro está na escala de valores do homem. Por isso, um dos desafios do cristão verdadeiro é viver no mundo, mas não permitir que o mundo viva dentro dele. 

Momento de Reflexão: Os componentes centrais da vida cristã é a cruz e a renúncia. Quem está disposto (a)? Não obstante, há paz, grande alegria e muitas promessas. Glória a Deus! 

N’Ele que disse que quem quiser salvar a sua vida, deve perdê-la, 

Pr. Natanael Gonçalves 

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