Não há dinheiro que pague.


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Se alguém lhe perguntar: quer ser salvo? Talvez a resposta poderia ser essa: “salvo do que?” Esse é o ponto que muitos generalizam pensando que a salvação é a libertação das penalidades do inferno. Não, essa é apenas uma parte das bênçãos da salvação. Não se trata da exclusividade do inferno, trata-se, em última instância, do próprio Deus! Sim, podemos afirmar com absoluta convicção, que a salvação do indivíduo se refere ao livramento, não somente do inferno, mas do Deus Altíssimo. Por que podemos assegurar isso? O texto de João 3:36 nos dá a pista que necessitamos. 

“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” 

A ira de Deus fala da justiça de Deus como um de seus atributos. É preciso, no entanto, entender um aspecto dentro do contexto histórico, a partir de Gênesis. Lá nos começos, nossos primeiros pais pecaram, desobedecendo a ordem de Deus. Aquela transgressão resultou em uma grande ofensa contra o Altíssimo. Tão grande foi o agravo, que o resultado colhido foi morte espiritual e física. No entanto, é preciso observar outro ponto importante: O pecado incrustado no DNA espiritual do homem, haveria de ser transmitido a toda a humanidade. 

Deus é amor, mas também é um Deus justo. Como tal, Ele havia comunicado aos primeiros pais que não comessem do fruto da árvore do bem e do mal, pois no dia em que tal coisa ocorresse, a morte os alcançaria. Aquela era uma sentença lavrada de antemão e, sendo assim, a sentença, na verdade, era um decreto. Uma vez que se tratava de um decreto e não de uma intenção, não havia como ser revogado. 

Cometida a transgressão, entrava em curso imediato a justiça divina. Se pudessem voltar atrás, certamente Adão e Eva o teriam feito. Naquele instante, ao cometerem o delito, tornaram-se devedores. Do mesmo modo, na sociedade moderna, quando alguém comete um crime ao violar a lei, esse alguém se tornou devedor do estado, o qual exige a sua punição como desagravo e pagamento pelo crime praticado. A ilustração utilizada é pedagógica e fornece compreensão, pois de modo semelhante, a justiça divina exige um pagamento pela desobediência do homem para com Deus.

Mas, como pagar? O homem, por si só, não tinha e não tem como fazê-lo, uma vez que não possui nenhum bem capaz de saldar essa dívida junto ao Seu Criador. Lá no Éden, a conta foi fechada e o débito permaneceu em aberto. Consequentemente, todos os descendentes de Adão chegaram a este mundo, devedores ao Altíssimo. 

Quando o homem ouviu falar sobre o amor de Deus revelado em Sua Palavra (João 3:16), pôde entender um pouco sobre o fato de que sua dívida, finalmente, poderia ser saudada. Deus enviou o Seu Filho para efetuar esse pagamento e, dessa forma, todo ser humano que assim o desejasse, pagaria, por meio de Jesus, esse débito ao Criador. Na cruz, Jesus se ofereceu para que a justiça divina fosse satisfeita, quitando assim, de forme perfeita e completa, o débito contraído pela humanidade (Cl 2:14). Esse é o ponto alto do evangelho. 

Finalizando, a palavra salvação, carrega o significado de resgate, liberação, preservação, segurança e saúde. Fomos resgatados por Cristo e liberados do nosso débito para com Deus. Todavia, João 3:36 fala da ira de Deus como elemento de punição e juízo contra todos aqueles que rejeitaram o pagamento de sua dívida, por meio de Jesus. Esses, continuam devedores e, como não podem quitar os seus débitos, enfrentarão a corte do juízo final, cuja sentença já foi estabelecida com antecedência: padecerão no inferno por toda a eternidade! Uma grande multidão está indo para lá porque está dando às costas a Jesus, rejeitando a oferta amorosa do Pai. Todavia, há algo digno de nota: “todos aqueles que receberam com alegria as boas novas do evangelho, trocaram a ira de Deus pela Sua graça e misericórdia”. Quem não o fez, ainda poderá fazê-lo, apenas confessando a Jesus como Senhor e Salvador de sua vida. Portanto, não deixe para amanhã.

Naquele que pagou o nosso débito lá cruz, 

Pr. Natanael Gonçalves

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