A chuva veio.


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E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto (Tiago 5.18).

Para confirmar o ensino sobre a oração, Tiago recorre à segunda petição de Elias, o profeta. Depois de um longo período de seca, Elias voltou a orar sobre o assunto (1 Reis 18.42-45). Pelo relato bíblico, observamos que o profeta orava intensamente, intercedendo a Deus pela terrível situação que se havia abatido sobre a nação de Israel durante aqueles três anos e meio sem chuva. A oração é sempre respondida. Quando Elias orou pedindo para Deus não mandar chuva sobre a nação rebelde, o Senhor fechou os céus, respondendo ao seu clamor. Agora, na segunda oração, Deus atende enviando abundante chuva sobre a terra. Devemos lembrar, todavia, que Elias orou, tanto a primeira vez como a segunda, em harmonia com a vontade de Deus (1 Reis 18.1). A chuva era a manifestação da bênção que o Senhor derramava sobre a terra, como resultado do reconhecimento e confissão do povo, de que só Yavé é Deus (1 Reis 18.39). Diante de tal situação, será que alguém lembrou da promessa do Pai em Deuteronômio 28.12? Bem, Tiago mostra que a oração do servo de Deus foi eficaz e desperta os seus leitores para esse fato.

É importante destacar que o profeta sabia que Deus havia estabelecido ambas as coisas que envolviam as suas orações, isto é, tanto a seca quanto a chuva. Elias, no entanto, não sabia quando essas coisas aconteceriam. Consequentemente, sua intensa oração demandava o cumprimento daquilo que o Senhor havia determinado, para que, na ocasião de suas súplicas, os dois pedidos se tornassem realidade. Tiago afirma que aquelas orações foram feitas por um homem semelhante a nós. Tal condição, serve como estímulo à insistência na oração, já que Deus responde hoje, do mesmo modo como respondeu nos tempos de Elias.

A lição sobre a necessidade de praticar a oração de intercessão e de fé, é clara nestes últimos versículos do capítulo cinco. Umas das grandes necessidades da igreja dos nossos dias, é de pessoas que se envolvam na prática da oração. Pessoas que intercedam pelo povo de Deus. Há uma grande seca espiritual entre nós, especialmente nos países que denominamos de primeiro mundo, onde as riquezas e certas benesses colaboram para que muitos se esqueçam de que todo dom perfeito e toda boa dádiva procedem de Deus (Tiago 1.17). Este é um tempo de se dobrar os joelhos em intensa oração, pedindo ao Senhor que Ele tenha misericórdia e manifeste o Seu poder entre o Seu povo. Neste momento, vemos muito pouco as manifestações do poder do Altíssimo, mas, se em cada igreja, houvessem pessoas comprometidas na intercessão, certamente as manifestações de milagres e do agir poderoso do Espírito Santo, seriam abundantes. Jesus é o nosso exemplo: antes de tomar decisões importantes, assim como a escolha dos doze, Se retirava e passava a noite em oração (Lucas 6.12-13). Desta forma, o apóstolo Paulo nos exorta em Filipenses 2:5, a termos o mesmo sentir de Cristo. Portanto, é urgente regressarmos à prática da oração de intercessão, com inteira certeza de fé (Hebreus 10.22). Quem ouvirá este chamado do Espírito de Deus?

Momento de Reflexão: Você é uma pessoa de oração? Conheço muita gente que fica extasiada com certos testemunhos. É muito bom e estimulante ver Deus trabalhando e operando o Seu poder na vida de outros, mas é tempo de cada cristão verdadeiro ver o poder de Deus manifestar em sua própria vida e igreja. O Senhor quer realizar isso, mas quem se dispõe a orar com intensidade e agonia? Quem se dispõe a ser um verdadeiro intercessor (a)? A convocação está posta! Como você irá responder a ela?

Em Cristo, o Senhor da glória,

Pr. Natanael Gonçalves

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