Elias; um homem como nós.


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Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra (Tiago 5:17).

Tiago desperta a atenção de seus leitores quanto às exortações e conselhos sobre a oração. Muitos poderiam pensar que a eficácia da oração estaria ligada diretamente a pessoas quase perfeitas. Para ensiná-los, apela para um exemplo bíblico, citando um dos profetas mais conhecidos e admirados pelos judeus: Elias!

O autor afirma que o profeta era um homem semelhante a nós, isto é, com a mesma natureza que temos. Elias experimentava as mesmas debilidades próprias de qualquer ser humano. Sua história demonstra isso. Fugiu de Jezabel para salvar a sua vida, experimentou um profundo desânimo e assentando-se debaixo de um zimbro, pediu a morte para si.  Como se não bastasse, possuía uma visão limitada da soberania de Deus e considerou que somente ele havia restado, dentre aqueles que eram fiéis a Deus (1 Reis 19:1-18).

Humanamente falando, Elias era um homem que qualquer um de nós poderia se identificar. Tiago lembra que este homem, sujeito às mesmas paixões que nós, orou para que não chovesse. Os linguistas dizem que a construção idiomática do grego, enfatiza uma oração intensa, portanto, uma oração fervorosa. O pedido de Elias era que Deus detivesse a chuva sobre a nação rebelde e idólatra. Era uma súplica que buscava alterar o ciclo natural das chuvas sobre a terra. Não era uma petição simples, mas a realização de um verdadeiro milagre que somente seria possível mediante o poder de Deus.

O resultado da oração, está registrado na história bíblica: “e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra” (1 Reis 17:1; Lucas 4:25). A oração feita com fé e cheia de fervor, daquele que, como homem era semelhante a nós, foi respondida conforme sua petição. Durante um longo período de três anos e meio, não choveu sobre a terra. Pense nos efeitos que sobrevieram sobre todos os habitantes da terra de Israel. A falta de chuva foi uma ação judicial divina contra a rebeldia e o pecado sem arrependimento do povo de Deus (Deuteronômio 28:22-24).

Por fim, Tiago despertou seus leitores citando o profeta Elias, com o propósito de mostrar que os filhos do Altíssimo devem clamar a Deus, pois nenhuma oração feita com fé e baseada na vontade do Pai, fica sem resposta.

Momento de Reflexão: Sendo Elias um homem como qualquer um de nós, somos desafiados a levar em oração a Deus, qualquer situação que atravessamos. Não importa quão grande ou impossível ela se mostre, pois não há complexidade ou impossibilidade que não caia diante do nosso Deus. Portanto, ore!

Naquele que ouve o nosso clamor (1 Pedro 3:12),

Pr. Natanael Gonçalves

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