Confissão de culpas?


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Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos (Tiago 5:16).

Seguindo o assunto abordado nos versículos quatorze e quinze, Tiago exorta os irmãos a terem uma atitude que irá produzir a cura da enfermidade ou da debilidade física. Antes de entrar nos pormenores dessa ação, lembro que o autor havia dito que o pecado poderia ser a causa de uma doença física, alcançando também a vida espiritual de quem pecou e não se acertou. Isto posto, devo esclarecer que o texto começa com uma ordem, haja vista que o verbo está no imperativo: Confessai!  A confissão, sem dúvida, deve ser uma prática contínua na vida do cristão. Observe que esta confissão deve ser feita uns aos outros, isto é, entre os irmãos. O que se deve confessar? Deve-se abrir o coração e confessar as culpas, os pecados ou as faltas.

Não obstante, não se trata aqui de uma confissão pública ou confissão geral de pecados cometidos. A Bíblia ensina que o pecado que ofende diretamente a Deus, deve ser confessado a Ele (1 João 1:9). O que Tiago está indicando aqui, são as faltas cometidas contra um irmão. Isto significa pedir perdão a quem temos ofendido. Volto a lembrar que, com base no que foi dito antes, o pastor Tiago está ensinando que a enfermidade causada pelo pecado da ofensa contra um irmão, deve ser confessado diretamente ao ofendido. Os pecados referidos por Tiago, são pessoais e privados, por isso não se requer uma confissão pública diante de toda a igreja e tampouco diante dos líderes, mas sim, ao irmão ferido. Isto também envolve a família e, de forma muito especial, as ofensas cometidas entre esposos, uma vez que há, como consequência, o impedimento às orações (1 Pedro 3:7).

A confissão deve ser acompanhada pela oração. O ofensor conserta a ofensa e o ofendido ora pelo o irmão ofensor. Sendo assim, ambos se unem em uma mútua oração de intercessão pessoal, encontrando consolo, restauração e forças no Senhor. O ofensor dá graças a Deus pela generosa atitude do ofendido, enquanto este ora pedindo bênçãos sobre aquele. Esta oração feita em favor do irmão que confessa, produz o mesmo resultado da oração feita pelos presbíteros da igreja em favor do enfermo. Tiago recorda também o poder da oração feita com fé e se refere à oração feita por um justo. Ele não cita um nome aqui, mas o fará no verso seguinte para exemplificar o poder da oração. No ensino geral das Escrituras, justo é aquele a quem Deus o justificou, por causa de sua fé em Cristo Jesus. Desse modo, qualquer pessoa que se relaciona com Deus por meio de Jesus, e não há em sua vida a barreira do pecado, tem suas orações atendidas. Esse justo não carrega pecados inconfessos e possui vida de oração por seus irmãos.  Essa oração eficaz resultará na resposta de Deus, pois a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.

Momento de Reflexão: Muito mais do que se pode imaginar, há pecados e faltas nas relações entre irmãos, membros do corpo de Cristo. Isto não deveria ocorrer, mas quantos não são os ofensores e quantos não são os ofendidos? Nosso coração deveria estar limpo de todas essas coisas, e, do mesmo modo como fomos perdoados por Deus, deveríamos perdoar os irmãos. Atente, no entanto, para o que vimos hoje: “confessai as vossas culpas. A culpa tem nome e o acerto precisa ser feito de forma clara, posto que somos filhos do mesmo Pai. Quem assim não o faz, estará sujeito às consequências do seu próprio ato. Reflita sobre isso!

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves

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