A cura através da oração.


by

E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados (Tiago 5:15).

O verso acima nos deixa saber que a cura do enfermo pode se manifestar pela oração. No entanto, observe que a saúde vem como resposta à oração da fé. Uma oração de fé ou feita com fé, é aquela que não duvida sobre o que pede. Portanto, a resposta como concessão da petição, virá. De outro modo, Tiago já havia ensinado no começo de sua carta que a oração daquele que duvida, não será respondida (Tiago 1:16-8). Note que no versículo anterior, o autor diz que o enfermo deveria chamar os presbíteros para que os mesmos o ungissem com óleo e orassem sobre ele. A manifestação da cura não descansa no fato da unção, mas na oração dos presbíteros, feita com fé. Aqui, Tiago não está estabelecendo uma condição para a cura da enfermidade que se fundamenta na unção, haja vista que os apóstolos curaram a muitos de suas enfermidades, sem, contudo, fazer uso da unção (Atos 3:6; 5:15-16; 9:34; 14:8-10 e outros).

O que foi estabelecido no texto é garantia de cura para enfermidade de qualquer irmão enfermo? Pelo que se depreende do verso anterior, caberia aos presbíteros o discernimento espiritual para determinar quando deveriam orar nesse sentido e quando não.  No entanto, há coisas que não são da nossa alçada, pois nem sempre há cura para todos. Sem dúvida, a oração da fé sobre um determinado caso trará, como consequência, a cura do enfermo, a qual sempre será para a glória de Deus. Não obstante, vemos exemplos de pessoas fiéis que não foram curadas de suas doenças, como ocorreu com Timóteo, a quem Paulo recomendou o uso de um pouco de vinho, por causa de suas frequentes enfermidades (1 Timóteo 5:23). Muitos declaram a cura sobre irmãos enfermos e quando a mesma não ocorre, destacam que a falta de fé do irmão enfermo impediu a resposta da oração feita por ele. Considere, todavia, que a fé pela qual Deus responde com a cura, no caso referido por Tiago, não é a do irmão doente, mas a dos presbíteros que oram por ele. 

Pela frase:se houver cometido pecados”, pode-se pensar que a enfermidade aqui, foi causada por um pecado não confessado. Essa proposição pode ser real, no entanto, o reconhecimento dessa condição por parte do doente, o levaria à confissão de tal pecado ao Senhor, de modo que junto com a cura física, também viria a restauração espiritual. Ao longo de sua carta, vemos Tiago denunciar situações de pecado naquela congregação. Pode ser este o caso, posto que uma ação disciplinadora de Deus havia se manifestado. Aqueles que estavam nessa condição, chamariam os presbíteros, confessariam seus pecados, receberiam a oração e, como resultado, alcançariam a restauração espiritual e física.

Contudo, ao finalizar, é necessário salientar que não há base bíblica no contexto que possa afirmar, sem nenhuma dúvida, que a enfermidade do irmão era consequência de pecado. Nem sempre a enfermidade é resultado de um pecado inconfesso, mas certamente podemos afirmar que as enfermidades e outras mazelas, são consequências do pecado presente no mundo.

Momento de Reflexão. Destaco no versículo a frase “oração da fé”. Para o cristão, toda oração deveria ser feita com fé. Jesus afirmou que tudo o que pedirmos em oração, crendo que já recebemos, seria assim conosco (Marcos 11:24). No texto de Marcos o tempo do verbo “recebestes” está no passado, ou seja, ao orar pedindo algo, devemos orar com fé como se já houvéssemos recebido. Essa é a oração que manifesta a bênção de Deus. Você ora com fé?

Em Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves

share

Recommended Posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *