A enfermidade e a oração


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Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor (Tiago 5:14).

Tiago inicia o versículo com uma pergunta: Está alguém entre vós doente? Ao fazer essa introdução, pode-se pensar na possibilidade de que havia alguém na igreja que estava enfermo. A enfermidade poderia ser algo próprio da condição humana ou também poderia ser resultado de uma ação disciplinadora de Deus, por causa de um pecado não confessado. Não há dúvidas de que as circunstâncias do pecado inconfesso conduzem à debilidade física, psíquica e espiritual. O caso da igreja em Corinto serve como um exemplo do que estamos falando, haja vista que o pecado não tratado, produziu entre eles fraqueza, enfermidades e morte (1 Coríntios 11:30). Não obstante, não se pode afirmar que Tiago está aludindo tão somente a enfermidades como resultado de um pecado cometido e não confessado.

No caso acima, será que o enfermo havia consultado um médico, antes? Não sabemos, mas em nenhum lugar das Escrituras, somos informados sobre a proibição de buscar auxilio dos médicos. Aliás, em Mateus 9.12, lemos: “Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas sim, os doentes”. Qualquer que fosse o caso, o enfermo deveria chamar os líderes da igreja. O que eles fariam? Tiago continua com a sua instrução: “orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor”. A unção com azeite não era algo novo, mas uma prática bem antiga, a qual podemos ver no Velho Testamento. Os judeus sabiam que o azeite era usado para suavizar as feridas (Isaías 1:6), e não devemos nos esquecer que ele possuía um simbolismo espiritual. Confirmamos isto, ao vermos que o azeite era usado também para sinalizar um lugar onde havia ocorrido uma manifestação da presença de Deus (Gênesis 28:18), na consagração do santuário, dos objetos de culto e de Arão e seus filhos, como sacerdotes (Êxodo 30:25-30). Outrossim, na parábola do Bom Samaritano, se utilizou azeite e vinho como remédio para as feridas daquele que havia sido ferido pelos assaltantes (Lucas 10:34).

A unção com azeite em nome do Senhor, muito provavelmente, se conecta a uma expressão simbólica da ação sobrenatural de Deus na cura do enfermo.  No entanto, não se deve dar uma importância maior à unção do que ela, realmente, tem. O que restabelece a saúde do enfermo não é o rito da unção, mas o poder do Senhor, em cujo nome se faz a oração, suplicando a cura. Precisamos entender que a unção e a oração estão unidas aqui, mas, como se verá no versículo seguinte, a eficácia da cura está na oração e não na unção. Talvez por razões contrárias ao rito, sobretudo em igrejas mais tradicionais, tenha-se perdido a prática de solicitar a oração da liderança da igreja por enfermidades e situações de debilidades físicas. Finalizando, é preciso dizer que as práticas próprias do cristianismo na igreja primitiva, tal como era a oração por um enfermo, deveria ser também a prática da igreja do século XXI.

Momento de Reflexão: Todos nós vamos ao médico quando estamos sentindo algo ou quando a doença bate à porta. No entanto, deveríamos recorrer à instrução de Tiago. Se você precisa, chame os presbíteros ou os líderes da igreja para que orem por você. O Senhor ainda cura hoje! Glória a Deus!

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves

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