Palavra empenhada com juramento – Parte final.


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Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis nem pelo céu nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim e não, não, para que não caiais em condenação (Tiago 5:12).

Toda quebra de promessa é um ato de perjuro que produz consequências, todavia, Tiago exorta o crente em Cristo a não jurar por coisa alguma. No entanto, se diante de uma corte de justiça lhe for exigido a confirmação do que afirma, jurando por Deus sobre a Bíblia, não cometerá nenhum pecado se o fizer, haja vista o precedente estabelecido no Antigo Testamento sobre o tema, em Deuteronômio 6:13; 10:20. O autor conclui a exortação sobre os juramentos fazendo alusão à firmeza que deve ter a palavra de um cristão. A segurança daquilo que é dito por um filho de Deus, se respalda pelo cumprimento do que ele afirma ou do que ele nega. Desta forma, o modo de falar de um salvo em Cristo, deve ser sim quando diz sim, e não quando diz não. As pessoas que observam o cumprimento fiel da palavra empenhada, não necessitarão confirmação alguma por meio de um juramento, posto que o falar do cristão, é suficiente garantia. Nas palavras de uma pessoa comprometida com Deus, não deve existir dupla intenção, já que esta é uma forma de mentir. Por outro lado, a experiência sobre a segurança e firmeza de suas palavras, tornam irrelevantes qualquer confirmação, porque aqueles que o conhecem não duvidam de sua palavra.

A palavra mentirosa tem uma procedência: o pecado. A mentira procede do maligno, já que ele é o criador e indutor da mentira. Na primeira tentação, registrada em Gênesis 3:4, afirmou que Deus era mentiroso ao dizer que o que Criador dizia, não era verdade. Ele também apela à Escritura com parcialidade para sustentar suas propostas malévolas (Mateus 4:6,10,11). O Senhor disse que não havia verdade no diabo (João 8:44), e ele é aquele que enche o coração de um cristão (com a permissão do mesmo), para leva-lo ao grave pecado de mentir a Deus (Atos 5:3). O juramento falso é próprio de quem é mentiroso e, neste caso, é preciso distinguir aquele que diz uma mentira ocasional de um mentiroso contumaz. Quem, eventualmente, diz uma mentira, peca ocasionalmente. No entanto, aquele que mente de forma habitual faz com que a mentira seja parte inseparável do seu modo de viver. Um cristão é levado por Deus à verdade e, portanto, sua maneira de viver e expressar deve ser verdadeira (Zacarias 8:16; Efésios 4:25). Qualquer forma de mentira é condenável diante de Deus, logo, os cristãos que pronunciam um falso juramento, estão nessa condição e, por consequência sob juízo de Deus.

Por fim, o que importa é que o mundo não duvide da palavra de um cristão, porque o testemunho de sua vida confirma que ele não mente. Isso, de fato, deveria ser assim. O mundo, cujos conceitos e valores são tão desprezíveis, necessita que os verdadeiros cristãos resplandeçam como luz nas trevas e testifiquem sobre a transformação que o evangelho produziu neles. Estes não necessitam juramentar suas afirmações, porque suas palavras são sempre verdadeiras. Termino lembrando o significado do que Jesus disse em Mateus 12:36-37: o cristão será absolvido ou condenado por suas próprias palavras.

Momento de Reflexão: O cristão que mente, mesmo que seja uma daquelas pequenas mentirinhas, revela falta de temor e distância de Deus. Para o crente em Cristo, destacando mais uma vez o texto acima, que o seu falar seja sim, sim e não, não.

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves

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