O fim que o Senhor dá.


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Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso (Tiago 5:11).

Tiago, no texto de hoje, procura captar a atenção de seus leitores com vistas a uma reflexão pessoal. Seu objetivo é leva-los à compreensão de que aqueles que sofreram por causa da sua fé e obediência a Deus, são considerados como bem-aventurados ou felizes. Tiago olha no retrovisor da história do Velho Testamento e tem em mente os profetas. Eles são modelo nas aflições. Muitos deles haviam participado de sofrimentos horríveis, chegando a ser mortos por causa de sua fidelidade a Deus. Todos estes homens foram amados por Deus e, sendo assim, devem servir de exemplo para quem está sofrendo muito menos que eles. Devem entender que não são menosprezados, mas amados de Deus.

Para aqueles irmãos, conhecedores da história bíblica e sendo de origem judia, não havia melhor exemplo de perseverança no sofrimento que o de Jó. Sua paciência é evidente. Não obstante, vemos que Jó queixou-se de uma situação, cuja causa não entendia. Inclusive ele chegou a amaldiçoar o dia do seu nascimento (Jó 3:1), contudo, ainda que não entendesse a razão de tremenda prova, ele nunca renunciou a Deus e nem deixou de confiar n’Ele (Jó 1.21; 2.10; 16.19; 19,25-26). Você conhece um homem semelhante a Jó? Um homem que atravessou uma grande aflição, perdeu sua riqueza, seus filhos, sua saúde e sua credibilidade? A Bíblia nos mostra que Jó teve sua inocência questionada por seus amigos que lhe responsabilizavam, afirmando que ele devia ter pecado escondido e não confessado. Mesmo diante de tal situação aflitiva, Jó não foi abandonado em seu desespero. Não! Deus teve compaixão dele e o restaurou, concedendo bênçãos em dobro. Esse é o fim que o Senhor lhe deu, o qual os leitores de Tiago conheciam muito bem. Deus é um Deus de propósitos e, como tal, Ele tinha um propósito na prova de Jó. O Altíssimo, em sua sabedoria, permitiu a prova na vida do seu servo. Tão logo o objetivo do Pai foi alcançado, Ele prontamente restaurou Jó e outorgou-lhe o galardão, coisa própria de todos aqueles que, apesar de suas aflições, permanecem fiéis a Deus. O galardão de Jó foi o dobro de tudo quanto possuía antes da prova (Jó 42:10-17).

A razão de tal galardão é que o Senhor está cheio de bondade, compaixão e misericórdia. A conclusão do ensino é clara: Deus permitiu que Satanás tirasse de Jó tudo quanto possuía. Nos dias em que Tiago escreveu sua Epístola, os ricos também estavam buscando vantagens ao explorar os pobres. Dessa forma, eles estavam tirando tudo o que eles possuíam. Todavia, o Senhor continua sendo o mesmo, pois n’Ele não há mudança e nem sombra de variação (Tiago 1:17). Assim, Ele continua sendo compassivo, misericordioso e bondoso. Portanto, o cristão pode esperar uma grande bênção depois da luta. Não sei se você passa por alguma prova neste momento, mas quando alguém está dentro dela, tudo desmorona e parece que Deus está distante e não escuta os gemidos e nem responde as orações. Entretanto, só parece, pois, Sua promessa é certa: “Ele me invocará, e eu lhe responderei; na sua angústia eu estarei com ele…” (Salmo 91:15).

Momento de Reflexão: Não sei se você se identificou com alguma situação no comentário de hoje. Todavia, deixo aqui as palavras do profeta Habacuque para você meditar a respeito: Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente. 

Em Cristo, o Senhor da glória,

Pr. Natanael Gonçalves

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