E se fosse apenas por você?


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Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé? (Marcos 4:40).

O capítulo quatro de Marcos nos informa que havia uma grande multidão em torno de Jesus. Ele, então, subiu num barco, afastou-Se um pouco da praia e passou a ensinar ao povo. Naquele dia, sendo já tarde, Jesus disse aos discípulos: Passemos para a outra margem. Nesta viagem haveria riscos. Também envolveria a fé, incômodos adicionais, trabalho, cansaço e desconforto. Na soma dos contras, isto representa tudo o que a maioria de nós, não quer. Jesus sabia que a tormenta viria e possuía autoridade para afasta-la, todavia, preferiu atravessá-la com seus discípulos e medir-lhes a fé. Nesta viagem aprenderiam muito e a primeira coisa que compreenderam é que o Senhor sempre está com os Seus e que Ele é suficiente em toda e qualquer situação.

E chegaram à outra margem do mar, à província dos gadarenos. E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo, o qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender (Marcos 5:1-3 – ler 1-20). Depois de atravessarem a tormenta, saíram dela mais fortalecidos. Logo, avistaram terra firme e ancoraram o barco. Eles, que haviam estado com as multidões, se deparam com apenas um homem que lhes vem ao encontro. Surpresa e mais surpresa! Aquele que vem é um louco, sim, um pobre que vivia distante da sociedade e morava nos sepulcros. Esse é o endemoninhado gadareno. Observe que tudo o que havia acontecido tinha um só propósito: Tocar aquele homem! Quando Jesus o liberta, até a economia do lugar sentiu o impacto, pois o texto nos informa que dois mil porcos se precipitaram em um despenhadeiro. Aquele homem, antes possuído por demônios, agora estava liberto, são e em seu perfeito juízo. Quando as pessoas daquele lugar viram o que aconteceu, pediram a Jesus que se retirasse daquele território. Da mesma forma, muitos, hoje, pedem ao Senhor que não perturbe a ordem das coisas, que não prejudique as suas comodidades, suas possessões e também não confronte a sua avareza e falta de generosidade.

Jesus entrou no barco com os seus discípulos e tiveram que voltar. O que estavam pensando? Se lhes perguntássemos, penso que ouviríamos algo mais ou menos assim: “deixamos tudo, inclusive o ministério na outra margem. Isto nos custou muito dinheiro, tempo, e quase perdemos a vida naquela tempestade e tudo isto, para que? Apenas por um único homem? Além disso, fomos expulsos do lugar. Senhor, não entendemos o que estás fazendo”.  Não há um relato do retorno, mas podemos imaginar o que Jesus lhes diria: “este é o custo de seguir-me”. Nesta história, descobrimos o coração de Deus. Jesus lhes ensinou por quem bate o coração do Pai. O Senhor estava disposto a tudo por um “gadareno” e Ele o confirmou na cruz, onde morreu por mim e por você.

Após ler o texto e imaginar toda essa cena, podemos afirmar: Vale a pena gastar o dinheiro, tempo, dar até mesmo a vida, e não levar em conta a comodidade, o sucesso e tantas outras coisas, para que apenas uma pessoa conheça o Senhor. O coração de Deus bate pelos não alcançados, mas e o seu? Reflita sobre isso!

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves

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