A espera paciente do cristão.


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Sede, pois, irmãos, pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia (Tiago 5:7).

Depois que Tiago concluiu a exortação aos ricos opressores, ele se dirige, agora, aos pobres, posto que a situação deles continuava na mesma. Assim, ele os estimula a ser pacientes. Até quando? Por quanto tempo teriam que suportar? É difícil o entendimento para muitos em nossos dias, mas o que o autor afirma é que eles teriam que ser pacientes até a vinda do Senhor. Neste mundo presente, as pessoas, mesmo aquelas que são fiéis a Cristo, sofrem com as injustiças e com as opressões de outros que estão em posição superior. No entanto, o que Tiago está dizendo é que a vinda do Senhor porá um fim a tudo isso. Já que Deus irá intervir para trazer solução às injustiças sofridas, ao cristão sofredor cabe a prática da paciência. Sendo assim, ele deve exercer a paciência sem desanimar, isto é, não importa o quanto a situação perdure. Em perspectiva, essa é uma atitude serena que se põe em oposição à situação de injustiça, e, se necessário for, ele deve estar preparado para caminhar nessa trilha por um longo tempo. Isto significa firmeza na carreira da fé, a qual, apesar das dificuldades, se faz necessária.

O modo imperativo do verbo reveste a frase como um mandamento, tal qual podemos observar: Sede, pois, irmãos, pacientes até a vinda do Senhor. A paciência em meio à opressão, não é uma manifestação própria do homem, mas de um caráter sobrenatural, o qual é próprio na vida do cristão, não por si mesmo, mas pela operação do Espírito Santo em sua vida. Nele, esse poder atua para que o fruto seja visto por todos (Gálatas 5:22). O coração dominado pelo Espírito Santo é capaz de enfrentar as dificuldades sem retroceder ou desanimar. Essa é uma virtude que todos aqueles que se declaram cristãos verdadeiros, devem manifestar em suas vidas (Efésios 4:2; Colossenses 3:12). A exortação do autor é dirigida aos que fazem parte da família de Deus e são coparticipantes da glória que há de vir. Estes são aqueles que sofrem por causa da sua identificação com Cristo e estão sempre em conflito com este mundo (João 16:33). 

Com relação à volta de Jesus, Tiago alenta aos oprimidos a não desanimarem, vivendo sempre na expectativa de que o Senhor se manifeste a qualquer momento. Esta é a razão pela qual o apóstolo Paulo ensina que as provas e as tribulações são bênçãos na experiência da vida cristã, já que “a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória…” (2 Coríntios 4:17).

Depois disso, o autor segue entusiasmando os irmãos usando o exemplo do agricultor. O lavrador espera com ânsia a colheita daquilo que semeou, mas também espera com paciência. Por outro lado, o que anima o agricultor na espera, é o precioso fruto da terra, posto que ele é a recompensa do esforço da semeadura. Ao longo do tempo, entre o plantio e a colheita, o campo necessita das chuvas para regar a terra e fazer frutificar a semente. Ocorre que, nem sempre, as chuvas vêm no momento em que o lavrador deseja, por isso, ele espera por elas com paciência, isto é, sem desanimar. A lição que se destaca no texto com a figura do agricultor, é a espera paciente até a obtenção do objetivo, ou seja, uma abundante colheita. A aplicação para o cristão e, sobre tudo para aquele que está sofrendo a injustiça e a opressão, deve ser a atitude de esperar com paciência. Até quando? Até a vinda do Senhor, a qual pode ser iminente.

Momento de Reflexão: A despeito de todas as situações, você é uma pessoa que poderia afirmar ser paciente? Para o cristão, todavia, a paciência (longanimidade) é um dos gomos do fruto do Espírito, algo pertinente na vida de quem já confessou a Jesus como Senhor e Salvador. Isto é uma realidade para você?

No amor de Cristo,

Pr. Natanael Gonçalves

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