Posturas arrogantes.


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Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões. Toda jactância semelhante a essa é maligna. Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando (Tiago 4:16-17).

Alguns cristãos, membros da igreja a qual Tiago endereçou a sua carta, se vangloriavam de seus planos construídos à margem de Deus. Provavelmente fizeram outros planos de viagens, os quais deram bons resultados e, assim, confiados neles mesmos, não se viam necessitados da condução do Altíssimo. Essa jactância relaciona-se com o “alardear-se de algo”, geralmente com certo exagero em proveito próprio. Com uma exibição arrogante, haviam-se convertido em charlatães de seus sucessos, mas não passavam de fanfarrões que se vangloriavam em seus propósitos. A advertência de Tiago, contudo, carrega uma consequência: Toda jactância semelhante a essa é maligna. Não obstante, há um tipo de jactância saudável conforme vemos em 1 Coríntios 1.31: …Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.

A vanglória a que Tiago se refere é fomentada no mundo espiritual, posto que procede do caráter próprio do maligno. É um mal que alcança inevitavelmente os soberbos, porque a estes, Deus resiste (Tiago 4:6). Não se trata aqui de um pecado de ignorância, mas de uma ação voluntária, porque há um conhecimento completo. Isto se destaca quando o autor usa a frase: Portanto, aquele que sabe… 

O conhecimento que eles possuíam era suficiente para distinguir com clareza entre o que era bom e o que não era. Tinham capacidade para proceder conforme aquilo que Deus estabelece e ensina em Sua Palavra. No entanto, sabendo, não o fazem. Logo, trata-se de um ato de rebeldia declarada. Também poderia dizer que é um pecado de omissão, visto que sabendo o que deviam fazer, não o executam. Um exemplo de pecado por omissão está na parábola dos talentos, onde se verifica que uma pessoa recebeu um talento para negociar com ele e, todavia, não fez o que deveria ter sido feito (Mateus 25:14-30). É notável saber que Deus julgará as nações por cinco pecados de omissão (Mateus 25:41-46).

Os cristãos a quem Tiago se refere, conhecem a fragilidade e a brevidade da vida humana, a soberania de Deus e o que devem fazer diante destas duas verdades. Apesar disso, não o fazem e, portanto, são inescusáveis diante do Pai. O agravante da situação se produz, não por incapacidade, mas por rebeldia, ao formular planos e pretender executá-los sem levar em conta Aquele que é o dono absoluto da vida. Neste capítulo (Tiago 4), vimos o autor exortando aos cristãos a se submeterem a Deus completamente. Aquele que está em uma relação incorreta com Deus, certamente experimentará frustrações, orações não respondidas e inquietações resultantes de conflitos.

Momento de Reflexão: Terminamos nossos comentários do capítulo quatro, e nele, fomos confrontados pelo Espírito Santo. Sendo assim, cada cristão deveria fazer um autoexame: como estou conduzindo a minha vida? Minha submissão a Deus é incondicional? Pense sobre isto!

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves

 

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