Quem está no comando?


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Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo (Tiago 4:15).

Tiago não terminou o assunto dos projetos e planos que alguns dos seus leitores faziam. Anteriormente observamos como ele os confrontou em suas situações de arrogância, agora, todavia, ensina-lhes o comportamento correto que todo cristão deve ter ao planejar: Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Esta é a postura própria daquele que reconhece a Deus como Senhor de tudo e de todos. Quando o servo de Deus se submete totalmente ao Senhor, ele está afirmando com essa atitude, que todos os planos humanos estão debaixo da soberania de Deus, pois somente Ele tem o controle do futuro em Suas mãos. Se constata, entretanto, que aqueles comerciantes a quem Tiago se referiu, haviam se esquecido dessa realidade, posto que o amanhã não pertence a ninguém, a não ser ao Altíssimo.

A frase se Deus quiser, é amplamente comprovada no Novo Testamento, no entanto, não a vemos no Antigo. É uma expressão que aparece nos escritos do apóstolo Paulo, submetendo seu ministério e ações à vontade divina, como por exemplo: mas, em breve, irei visitar-vos, se o Senhor quiser, e, então, conhecerei não a palavra, mas o poder dos ensoberbecidos (1 Coríntios 4:19). Outra vez insiste: Porque não quero, agora, ver-vos apenas de passagem, pois espero permanecer convosco algum tempo, se o Senhor o permitir (1 Coríntios 16:7). Vemos a mesma formulação no livro aos Hebreus: Isso faremos, se Deus permitir (Hebreus 6:3). Será que Tiago estava ensinando que a expressão “se Deus quiser”, deveria estar nos lábios de todo cristão com referência ao futuro? Não como uma expressão em si mesma, mas como modo de pensar e de agir ao planejar e projetar sobre o futuro. O que Deus deseja não é tanto uma fórmula de reconhecimento de Sua soberania, mas da real dependência dela, muito mais do que palavras, posto que a frase pronunciada, pode ser uma simples junção de palavras com aparência de piedade. A vida cristã não se estabelece em tradições, mas em um relacionamento pessoal e permanente com Cristo.

A submissão à vontade de Deus, traz consigo o reconhecimento de que Ele é o Dono absoluto da vida. Se Ele conservar a vida, haverá possibilidade de alcançar os projetos para o futuro. Além do mais, é preciso admitir que somente o Senhor pode dar forças e recursos para a execução dos projetos. Por isso, a frase: não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo. Finalizando, é necessário entender claramente que podemos planejar o futuro, contudo, somente podemos viver o presente, e, assim sendo, todo crente em Cristo deveria lembrar que “Nas tuas mãos, estão os meus dias” (Salmo 31:15). Depender da vontade de Deus não é uma questão de passividade, mas de ação que envolve os recursos do Seu poder, conforme pontuou o apóstolo Paulo em Filipenses 4.13: Tudo posso n’Aquele que me fortalece. Glória a Deus!

Momento de Reflexão: Tiago constrói o seu ensino contra arrogância de muitos, de forma paulatina nestes últimos versos do capítulo quatro. A cada passo que damos, estamos aprendendo. Todavia, como procurei destacar acima, não se trata apenas de palavras, mas de atitudes que se conformam com uma mente alicerçada no relacionamento com Deus e de um coração enraizado na Sua Palavra. Sendo assim, não seria propício avaliar a nossa mente e coração neste momento?

Em Cristo Jesus, o Senhor.

Pr. Natanael Gonçalves

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