Planejando com arrogância – Conclusão.


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Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros (Tiago 4:13).

Para terminar a análise a respeito daqueles que diziam, hoje ou amanhã, iremos… devemos atentar para aquela atitude. Parece até que, aqueles que assim afirmavam, detinham o controle do tempo. Deixaram o Senhor de lado e se esqueceram de que os planos do homem, tanto no presente como futuro imediato, não estão debaixo do controle humano, mas de Deus. Ninguém pode garantir o próximo minuto em sua vida, quanto mais o dia e ainda mais, o dia do amanhã. Agindo assim, atuavam com orgulho e não se lembraram da Escritura que diz: Mas a alma que fizer alguma coisa à mão levantada (isto é, com soberba), quer seja dos naturais quer dos estrangeiros, injuria (ultraja) ao Senhor; e tal alma será extirpada do meio do seu povo (Números 15:30).

De igual modo parece que detinham o controle sobre a atividade que pretendiam realizar: negociaremos. Planejavam sair de onde estavam para ir a uma determinada cidade. Acaso poderiam garantir o caminho, incluindo as suas próprias vidas, para chegar a ela? Do modo como planejavam, parece também que tinham o domínio sobre o sucesso do trabalho: e teremos lucro. Sem dúvida este é o fim do comércio, isto é, gerar riqueza. O plano era completo e meticuloso, todavia haviam planejado sem envolver o Senhor nessa história. Para Tiago, a atitude dessas pessoas revela que elas não levavam em conta a vontade de Deus, pois escolheram a cidade para trabalhar, o trabalho a realizar, o tempo de atividade e os benefícios que receberiam, sem consultar a Deus.

Hoje, os tempos são outros, mas a situação é semelhante. Muitos cristãos estão planejando sem, contudo, buscar a vontade de Deus para eles. Não se pode colher bênçãos numa atividade que é realizada à parte da orientação e direção do Altíssimo. Como se isso não bastasse, é preciso dizer que há muitos cristãos envolvidos em negócios que são absolutamente opostos à ética divina e, portanto, à Sua vontade.

Especialmente sútil e perigoso é o propósito final da empreitada: obter lucros que permitam enriquecer, fazendo desse objetivo um “deus” pessoal. O problema não está em alcançar riqueza através do comércio, mas em desejar consegui-las sem considerar o modo de alcançar esse objetivo. Por fim, não há pecado em possuir riquezas materiais, mas sim, em amá-las (1 Timóteo 6:10).

Momento de Reflexão: Para o cristão verdadeiro, a vontade de Deus é o seu norte. Por não pretender realizar nada que não esteja em consonância com o desejo do Pai, procura, em todo o tempo, ser guiado pelo Altíssimo. Assim sendo, deixo uma pergunta para sua reflexão: Você, que professa ser um cristão, possui o hábito de orar e buscar a vontade de Deus para todos os seus planos e empreendimentos? Você envolve o Senhor quando elabora seus projetos pessoais, profissionais e familiares?

Em Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves

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