Planejando com arrogância – Parte I


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Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros (Tiago 4:13).

Depois de tratar sobre o pecado de julgar a outros, Tiago inicia um novo parágrafo dirigindo a sua atenção especialmente aos comerciantes daquela comunidade cristã. No texto, ele exorta àqueles que dizem: …hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Tais pessoas estavam na igreja, e vinculadas à religião, mas não em comunhão com Deus. Consideravam que tudo quanto planejavam, sucederia conforme seus desejos. Projetavam seus interesses como se o futuro lhes pertencesse. Essas pessoas que se dedicavam ao negócio de compra e venda, possuíam um espírito de vanglória e, assim, planejavam sem levar em conta que há um Deus no céu e que o futuro está em suas mãos. Confiavam em suas habilidades, enquanto transpareciam que possuíam domínio sobre o tempo, pois afirmavam: Hoje e amanhã, iremos para tal cidade. Haviam escolhido o lugar que desejavam ir e também determinavam quando iriam. Alguém pode perguntar: como cristãos, não podemos planejar? Sim, devemos fazê-lo, pois Jesus mesmo ensinou a necessidade de planejar quando disse:  Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar (Lucas 14:28-30).

Tiago, então, está condenando o planejamento? Não, de forma alguma. A exortação mirava aqueles que estavam fazendo planos sem envolver Deus em tais planos. Observe que as deliberações pessoais deles, se assentam em quatro verbos: iremos, passaremos, negociaremos e ganharemos (teremos lucro). Nessas resoluções Deus não aparece, não está envolvido. Planejamento sem oração, é arrogância e orgulho. Portanto, qualquer plano dentro dessa condição pode ser desbaratado imediatamente, porque Deus resiste aos soberbos (Tiago 4:6). Mesmo se considerando cristãos (hoje há muitos assim), não atentavam para vontade de Deus em seus planos.

Ao finalizar, não posso deixar de anotar três posições em relação à vontade de Deus: primeiro, posso fazer referência a ela, isto é, considera-la como existente, sem, contudo, me importar. Segundo, posso mostrar reverência a ela como mera cortesia para com o que Deus é, e pode fazer. Terceiro, posso mostrar preferência por ela, em cujo caso, o plano de Deus que é tão importante para mim, passa a ser o meu plano. Esta última posição é própria de quem sabe que o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR (Provérbios 16:1). Deus é Aquele que pode responder a oração que busca a Sua direção e espera a Sua resposta, para conformar-se a ela. Este é o modo de ser e de agir daquele que sabe que o coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos (Provérbios 16:9). Há muitos modos de se fazer as coisas e planifica-las, no entanto, para o cristão, há somente um que é correto: o de Deus!

Momento de Reflexão: Todos nós, como cristãos, pensamos no dia de amanhã e planejamos algo bom para nós, nossos filhos e casa. A questão é: quantos, todavia, estão incluindo o Senhor em seus planos? Você afirma que Jesus não é apenas Salvador, mas também Senhor da sua vida? Se assim for, não há como planejar sem que Ele esteja envolvido. Você ora e espera a resposta? Pense sobre isso.

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves

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