Uma resposta reveladora


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Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues (Atos 9:5).

Analisando o texto, vemos que um breve diálogo aconteceu ali. A resposta que Saulo recebeu à sua pergunta, deve ter produzido uma certa confusão em sua mente. Ele, um fariseu comprometido e empenhado em honrar o Deus de Israel, um perseguidor dos cristãos, a quem considerava como hereges e blasfemadores, se depara diante de uma situação inusitada. O contexto imediatamente anterior, afirma que uma luz do céu brilhou e Saulo caindo por terra, ouviu: Saulo, Saulo, por que me persegues? Não é de estranhar a pergunta que lhe dirige: “Quem és tu, Senhor?” A confusão era lógica, já que ele estava perseguindo os cristãos e somente a eles, logo, quem era aquele que se dizia perseguido por ele? Quando Saulo utilizou o nome “Senhor” para fazer a sua pergunta, ele estava empregando o nome divino que se usava habitualmente para referir-se a Deus. Por outro lado, o resplendor da luz divina não deixava qualquer dúvida de que estava na presença de Deus.  Saulo deve ter ficado chocado com a resposta que recebeu, pois Aquele que falava com Ele, rodeado de glória, era Jesus de Nazaré. Que surpresa! Em sua mente e coração, considerava Jesus como um maldito, negava a sua ressurreição e não admitia, em hipótese alguma, que Ele estava assentado à direita da Majestade nas alturas.

Será que vieram à mente de Paulo as últimas palavras de Estevão diante do Sinédrio? Sim, aquelas que ele pronunciou antes de sua morte: e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus (Atos 7:56). Essa declaração havia sido considerada como uma blasfêmia, agora, no entanto, para Paulo, ela se torna uma gloriosa realidade. Jesus vivia e os cristãos estavam com a razão, posto que afirmavam uma verdade absoluta: Ele era o Filho de Deus glorificado à destra do Pai. Ali, no chão, Paulo recebeu a primeira grande lição de teologia sobre a igreja, entendendo que os cristãos e Jesus formavam uma unidade inseparável. Este vínculo entre o Senhor e os seus, já havia sido considerado na mensagem profética de Zacarias 2.8c: …porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho. Saulo não somente ouviu, mas também viu pessoalmente o Senhor, conforme o registro de Ananias no verso 17 e também de Barnabé no verso 27. Mais tarde, Paulo recordou aos coríntios que ele havia visto o Senhor (1 Coríntios 9:1; 15:8).

A frase, “eu sou Jesus a quem tu persegues”, revela uma lição que deve ser lembrada por cada um dos cristãos em suas relações com os irmãos, pois todo desprezo para com um membro do corpo, é um desprezo à Cabeça que é Cristo. Qualquer menosprezo a um dos cristãos, é uma ação diretamente realizada contra o Senhor, em Quem ele está.

A conversão de Saulo foi radical e absoluta, pois, de perseguidor, foi transformado em seguidor fiel do Senhor Jesus. Depois daquele encontro marcante, nunca mais ele seria o mesmo, pois, preso pela graça, foi salvo de sua condição e feito um instrumento do Senhor na extensão do Seu reino.

Momento de reflexão: Certa ocasião o Senhor disse a Paulo que tinha muito povo na cidade de Corinto (Atos 18:10). Essas pessoas tinham outras religiões e serviam a outros deuses, no entanto, o Senhor sabia da sinceridade do coração deles, assim como conhecia o coração do zeloso Saulo. Certamente hoje ainda existe muita gente que vive distante do Deus verdadeiro, mas possui o desejo de conhecer a Verdade. Para essas pessoas, provavelmente não acontecerá o que aconteceu com Saulo, todavia estão à espera de alguém que lhes diga quem é Jesus. Como cristão, você está fazendo a sua parte?

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves

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