Entendes tu o que lês? – Introdução.


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Entendes tu o que lês? E ele disse: Como poderei entender, se alguém me não ensinar? (Atos 8:30b, 41a).

Anteriormente, eu disse que havia separado algumas perguntas constantes no livro de Atos, com o propósito de meditarmos sobre elas e fazermos uma aplicação para o presente tempo. Assim sendo, vamos a segunda pergunta: Entendes tu o que lês?

Antes de comentar o texto acima, se faz necessário falar sobre o contexto imediato que resultou na pergunta feita por Filipe ao eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes. Lucas menciona que Filipe desceu à cidade de Samaria e pregava a Cristo às multidões (Atos 8:5-13). O evangelho atingiu corações e proporcionou curas, milagres e libertação. Após este relato, nos deparamos com uma cena diferente no verso 26. Um anjo do Senhor falou a Filipe: Levanta-te e vai para a banda do Sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserto. O verso seguinte registra que ele se levantou e foi.

Para Filipe, o que importava era obedecer a Deus. Não lhe importava falar às multidões ou a uma só pessoa. Quando recebeu as instruções do anjo, imediatamente partiu para o local designado, isto é, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserto.  Este percurso significa uma viagem de, mais ou menos, uns cem quilômetros. Se, por qualquer razão, houvesse demorado um pouco mais de tempo, teria perdido a reunião com o eunuco, reunião esta, agendada pelo Senhor.

Para chegar ao ponto que desejo, preciso antes comentar alguns detalhes interessantes sobre o nosso personagem, a história, e ao mesmo tempo estabelecer um paralelo para cada cristão dos nossos dias. Para isto, em primeiro lugar, pensemos na sensibilidade de Filipe à chamada de Deus. O texto afirma que um anjo do Senhor lhe disse que descesse em direção à Gaza. Nem sempre teremos anjos nos dizendo para fazermos coisas assim, no entanto, temos que recordar que Filipe estava sendo guiado a fazer algo revolucionário. Pela primeira vez, o evangelho ia chegar a uma pessoa que não pertencia, em nenhum sentido, ao povo com o qual Deus havia estabelecido seu pacto no Antigo Testamento. Esta missão não era usual, mas o Senhor estava nesse negócio.

Por outro lado, será que Filipe ouviu uma voz audível? Ou sentiu apenas um impulso em seu coração? Muitos de nós temos tido experiências similares e o servo de Deus deve estar sensível a esse tipo de orientação divina. É bem verdade que muita gente se perde nessa questão, dando ouvidos a sentimentos que foram provocados pelos seus próprios desejos. Como saber, então, se o sentimento ou o impulso vem de Deus? Bem, o servo do Altíssimo que se submete completamente à Palavra da verdade e busca intimidade com Cristo, não será enganado. Tenho visto pessoas que não são obedientes às Escrituras dizerem: Eu senti de Deus de fazer isso ou aquilo. Tal pessoa atribui ao Senhor aquilo que Ele não falou ou mandou. Isto é sério e, certamente, trará consequências. Como filhos do Altíssimo, devemos estar sempre prontos a ouvir a Sua voz e, prontamente, obedecer-Lhe. No caso de Filipe, ele demonstrou não só o discernimento louvável, mas também uma imediata obediência. Continuamos no próximo post…

Momento de Reflexão: Deus tem propósitos na vida de seus filhos, mas exige de todos, obediência irrestrita. Imagine se Filipe não desse ouvidos ao Senhor? Qual teria sido o resultado? Você como cristão, está disposto à obediência? Pense sobre isso!

Em Cristo, o Senhor,

Pr. Natanael Gonçalves

 

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