Pentecostes! Um novo tempo.


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Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem (Atos 2:1-4).

Deus havia ordenado no Antigo Testamento, que o povo de Israel guardasse festas e solenidades conforme vemos no registro bíblico. Uma dessas festas, se relaciona com o tema em questão. Trata-se da festa das semanas, sobre a qual podemos ler em Levítico 23:15-21. Ela sucedia à festa da Páscoa e era assim chamada porque a celebração se dava ao final de um período de sete semanas a partir da oferta das primícias da colheita (Levítico 23:10,11). Uma vez que o dia solene era o dia posterior ao período das sete semanas, isto é, ao quadragésimo nono dia, a festa, no Novo Testamento, passou a denominar-se “Pentekoste”, o qual significa quinquagésimo.

Interessante observar que os rabinos judeus realizaram uma nova interpretação dessa festividade, entendendo que a festa do quinquagésimo dia havia coincidido com a entrega da Lei de Deus a Moisés, no Monte Sinai. Alfred Edersheim, um judeu convertido à fé cristã e muito respeitado no meio acadêmico, observa em seu livro O Templo: seu ministério e serviços em tempos de Cristo, o seguinte: “segundo a unânime tradição judia, a festa das Semanas celebrava o dia de Pentecostes como o aniversário da promulgação da Lei no monte Sinai” (tradução adaptada). Pentecostes, então, passou a ser uma festa que celebra a entrega da Lei de Deus ao seu povo. O que podemos aprender de tudo isso? A resposta trabalha com a perspectiva de que Deus preparou, de antemão, um novo e simbólico significado para essa festa. Após o sacrifício de Jesus, o Cordeiro sem mancha, e sua ressurreição como as primícias do que haveria de vir depois, chegou o dia de entregar ao povo de Deus, não a Lei que condena, mas o selo da graça que exime o homem da culpa: o Espírito Santo! Dessa forma, a festa do Pentecostes marcou o nascimento de um novo povo de Deus, do qual fazemos parte.

Com a entrega do Espírito Santo o Senhor inaugura um novo tempo, no qual o seu povo já não vive mais debaixo da Lei, mas debaixo da graça. Sim, um povo que não se identifica pelo sinal da circuncisão, mas pelo sinal do sangue de Jesus derramado na cruz do Calvário.

Por fim, penso que Deus não ordenou a seu povo que guardasse determinadas festas sem motivo, mas sim porque elas representam, de forma simbólica, momentos sublimes na história da salvação. Assim sendo, essas celebrações deveriam ser transmitidas de geração em geração. Glória a Deus! Reflita sobre isso! Deus te abençoe!

No amor de Cristo Jesus,

Pr. Natanael Gonçalves

 

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