A Liberdade Possui Marcas – Final.


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Desde agora, ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja, irmãos, com o vosso espírito. Amém! (Gálatas 6:17-18).

Hoje, depois de um tempo que passamos juntos estudando a carta de Paulo aos Gálatas, chegamos ao seu final. Ao terminar sua epístola, o apóstolo apresenta o terceiro personagem em contraponto com os legalistas – ele mesmo!

3) O apóstolo Paulo

Houve um tempo em que Paulo orgulhava-se de sua circuncisão (Filipenses 3:4-6), mas depois de sua conversão, sua marca de identificação mudou. O apóstolo passou a se gloriar nas marcas que havia recebido e no sofrimento que havia suportado ao servir o Senhor Jesus. O contraste entre Paulo e os legalistas se vê claramente: “Os judaizantes querem que vocês pratiquem a circuncisão para se gloriarem na vossa carne, mas, para a glória de Cristo, trago em meu corpo as marcas do meu Salvador! ” Que repreensão! “Se as vossas celebridades religiosas têm quaisquer marcas de que sofreram para a glória de Cristo, então que as mostrem. Do contrário, deixem-me em paz! “

Paulo não está dizendo que tinha em seu corpo as feridas do Calvário. Antes, está afirmando que sofreu por amor a Cristo (algo que jamais havia acontecido com os legalistas) e que tinha em seu corpo as cicatrizes para provar o que estava dizendo. Ao ler 2 Coríntios 11:18-33, não é difícil entender essa declaração, pois Paulo sofreu fisicamente por Cristo de várias maneiras e em vários lugares.

Nos tempos do apóstolo, era comum que um seguidor de alguma divindade pagã recebesse no corpo uma marca desse ídolo. O adorador orgulhava-se de seu deus e desejava que os outros soubessem disso. Da mesma forma, Paulo estava marcado por Jesus, não com uma marca temporária que poderia ser apagada, mas uma marca permanente que ele levaria consigo até a morte. É importante observar que o apóstolo não recebeu essa marca de modo fácil ou agradável; antes, sofreu repetidamente de modo a ser um homem identificável com Cristo.

Deve-se destacar também que, naqueles dias, era prática comum marcar os escravos para que todos soubessem quem era o seu dono. Paulo era escravo de Cristo Jesus e tinha as marcas para comprovar. Dentro do contexto, é oportuno constatar que o pecado marca uma pessoa. Pode marcar sua mente, sua personalidade e, inclusive, seu corpo. Quem se orgulha dessas marcas? Talvez umas poucas pessoas, todavia, é muito melhor amar a Cristo, viver para Ele e ser marcado para Sua glória.

Os judaizantes do tempo de Paulo não tinham ideia do que era o sofrimento. Talvez tivessem sido perseguidos por pertencer a um grupo religioso, mas nada que se comparasse à “comunhão dos sofrimentos de Cristo! ” (Filipenses 3:10).

É preciso ter cuidado com líderes religiosos que vivem num mundo protegido e que não têm experiência alguma de batalhas contra o mundo, a carne e o diabo, sem as “marcas” de sua obediência a Cristo. Paulo não era um general que dava ordens sentado em sua cadeira confortável; estava na linha de frente, lutando contra o pecado e suportando sua parcela de sofrimento. Assim, o apóstolo chega ao final de sua carta e a encerra da mesma forma como a começou:

…Graça! Não a “lei de Moisés”, mas a Graça de nosso Senhor Jesus Cristo! Precisa acrescentar alguma coisa? Não, isto diz tudo! Glória a Deus!

Que a graça do Senhor Jesus seja sobre a tua vida,

Pr. Natanael Gonçalves

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