A Liberdade Possui Marcas – Introdução


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Vede com que letras grandes vos escrevi de meu próprio punho (Gálatas 6.11 – Ler de 11-18).

Dizem os estudiosos que Paulo tinha um costume: Ele ditava suas cartas, mas no final, pegava a pena para escrever a despedida. Sua forma comum era: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco (1Tessalonicenses 5:28; 2 Tessalonicenses 3:17-18). Não obstante, por causa da sua preocupação com os cristãos da Galácia, o apóstolo tomou a caneta da época e escreveu todo o parágrafo final com a sua própria mão: Vede com que letras grandes vos escrevi de meu próprio punho. Por que Paulo escreveu esse parágrafo e por que o fez com letras tão grandes? O Espírito Santo o inspirou a acrescentar essas palavras de modo a fazer um contraste ainda mais claro entre os legalistas e os cristãos dirigidos pelo Espírito, e, assim sendo, mostrar que estes últimos vivem para a glória de Deus, não em função do louvor dos homens. Por outro lado, o apóstolo escreveu em letras grandes para enfatizar a importância de sua mensagem: “NÃO SE ESQUEÇAM DISSO!”

Muitos teólogos acreditam que o espinho na carne de Paulo (2 Coríntios 12:7-1O; Gálatas 4:14-15) era algum tipo de problema nos olhos. Isso significa que teria de escrever com letras grandes para que ele próprio lesse o que havia escrito. Quer seja isto verdade ou não, Paulo deixa claro que tem algo importante a escrever na conclusão e que não vai terminar a epístola de maneira convencional. Se, de fato, o apóstolo sofria de algum problema de visão, sua disposição em escrever este parágrafo de encerramento com sua própria mão, certamente tocaria fundo no coração de seus leitores.

Paulo vem mostrando que o cristão que vive debaixo da lei e o cristão que vive debaixo da graça, são absolutamente distintos um do outro. Não se trata apenas de uma questão de “doutrinas diferentes”, mas, sobretudo, de dois estilos diferentes de vida. Era, portanto, necessário escolher entre a escravidão e a liberdade (Gálatas 5:1-12), entre a carne e o Espírito (Gálatas 5:13-26), entre viver para si mesmos ou viver para os outros (Gálatas 6:1-10).

Agora, todavia, o apóstolo apresenta um quarto contraste: viver em função do louvor dos homens ou viver para a glória de Deus (Gálatas 6:11-18). Com isso, ele trata da questão da motivação. Trazendo para os nossos dias, constatamos também que não há necessidade maior em nossas igrejas, do que examinar as motivações por trás de nosso ministério. Sabemos o que fazemos, mas será que sabemos por quê? Uma boa obra pode ser arruinada por uma motivação errada.

Paulo aborda esse assunto delicado de maneira interessante. Os legalistas desejavam submeter os cristãos da Galácia à circuncisão, de modo que Paulo toma esse fato como ponto de partida e o relaciona à obra de Cristo na cruz e também a seu ministério. Neste parágrafo final, Paulo apresenta três personagens distintas: – o legalista (Gálatas 6:12-13), o Senhor Jesus (Gálatas 6:14-16) e o próprio apóstolo Paulo (Gálatas 6:17, 18). Na próxima publicação, veremos sobre o legalista. Não perca!

Minha oração e desejo é que o Espírito de Deus ilumine cada coração,

Pr. Natanael Gonçalves

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