Amor em liberdade – Parte Final


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E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos (Gálatas 6.9 – Ler 6-10).

2. Compartilhando as bênçãos – A colheita virá!

Depois de nos apresentar o preceito (Gálatas 6:6) e o princípio por trás desse preceito (versos 7-8), Paulo agora nos mostra uma promessa (verso 9): “porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos”. Por trás dessa promessa, esconde-se um perigo: cansar-se da obra do Senhor, desanimar e deixar de lado o trabalho cristão. Por vezes, o desânimo espiritual é causado por uma falta de fervor ou dedicação ao Senhor. É interessante fazer um contraste entre as duas igrejas elogiadas por suas “obras, trabalho e perseverança” (1 Tessalonicenses 1:3; Apocalipse 2:2). Na verdade, a igreja em Éfeso havia abandonado o primeiro amor e esfriado (Apocalipse 2:4-5). Por quê? A resposta encontra-se no elogio à igreja de Tessalônica: “recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança” (1 Tessalonicenses 1:3). Não apenas obras, trabalho e perseverança”, mas também a motivação correta: “fé, amor e esperança“. Como é fácil, mesmo em nosso trabalho para o Senhor, permitir que a motivação espiritual morra! Assim como os sacerdotes de Israel aos quais Malaquias se dirigiu, da mesma forma servimos ao Senhor e queixamo-nos: “Que canseira!” (Malaquias 1:13).

Às vezes, desfalecemos por causa da falta de oração. Devemos orar sempre e nunca desanimar (Lucas 18:1).  A oração é para a vida espiritual o que a respiração é para a vida física. Se paramos de respirar, desmaiamos. Também é possível desfalecer por falta de alimento. “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4:4). Se tentarmos prosseguir sem o alimento e o descanso apropriados, desfaleceremos. Como é importante “esperar no SENHOR” a fim de obtermos a força que precisamos para cada dia (Isaías 40:28-31).

Não obstante, a promessa que Paulo destaca nos ajuda a prosseguir no trabalho: “a seu tempo ceifaremos”. Depois que a semente é plantada, o fruto não aparece de imediato. Assim como há estações na natureza, também há estações na alma. Com isto, aprendemos um importante ensinamento: “para que a semente crie raízes e produza frutos, há um tempo necessário”. Portanto, devemos semear diariamente para que, um dia, possamos ceifar (Salmo 126:5-6). Contudo, necessitamos lembrar que o Senhor da ceifa é quem está no controle, não os trabalhadores.

Compartilhar as bênçãos vai além de ensinar a Palavra e dividir bens materiais. Também compreende fazer o bem “a todos” (Gálatas 6:10). Neste mundo, há os que fazem o mal (Salmo 34:16); e há também os que pagam o bem com o mal (Salmo 35:12). A maioria das pessoas no mundo paga o bem com o bem e o mal com o mal (1 Tessalonicenses 5:15; Lucas 6:32-35). O cristão, no entanto, deve pagar o mal com o bem (Romanos 12:18-21) e fazê-lo com um espírito de amor cristão. Na verdade, as boas obras do cristão são sacrifícios espirituais, com os quais o Senhor se agrada (Hebreus 13:16). Devemos “fazer o bem a todos“. É desse modo que deixamos nossa luz brilhar e glorificamos a Deus, o nosso Pai que está no céu (Mateus 5:16). Não é apenas por meio de nossas palavras que testemunhamos aos perdidos, mas também por meio de nossas obras. Na realidade, nossas obras preparam o caminho para que o testemunho seja ouvido. Não se trata de perguntar: “Essa pessoa merece minhas boas obras?” Acaso merecíamos o que Deus fez por nós em Cristo?

Ao “fazermos o bem a todos”, devemos dar prioridade à “família da fé”, ou seja, aos irmãos em Cristo. Isso não significa que a igreja local deva se tornar uma panelinha exclusiva, com membros isolados do mundo ao redor, sem fazer coisa alguma para ajudar os perdidos. O ponto aqui é apenas uma questão de prioridade. Sem dúvida, os cristãos do tempo de Paulo tinham necessidades mais prementes do que as pessoas de fora, pois muitos dos fiéis sofriam por causa de sua fé (Hebreus 10:32-34). Além disso, o homem sempre cuida da própria família antes de se preocupar com os vizinhos (1 Timóteo 5:8). Isto é relevante e devemos lembrar de compartilhar com outros cristãos para que todos compartilhem com um mundo necessitado. O cristão na família da fé coloca-se como receptor, a fim de se tornar um transmissor.  Quando crescermos no amor de uns para com os outros (1 Tessalonicenses 3:12), esse amor transbordará a todos os homens. Esse é o desejo do Senhor e assim deve ser. Reflita sobre isso!

Que o Senhor te abençoe!

Pr. Natanael Gonçalves

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