O Juízo de Deus nos dias de Noé.


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Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração; então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração (Gênesis 6:5-6).

Nos tempos de Noé, não houve somente uma explosão demográfica (Gn 6:1), mas também uma explosão de maldade. Não havia sistema de governo, nem lei e nem ordem pública que freasse aquela perversidade. As pessoas viviam de acordo com os seus desvarios e comportavam-se conforme a sua natureza pecaminosa.  A raça humana, abandonada à sua mercê e sem restrição alguma, atingiu os picos da barbaridade, da truculência e da impiedade (Gn 6:5). Lemos nos versos 11 e 12 do mesmo capítulo, que a terra estava corrompida e cheia de violência. O que havia acontecido com as pessoas piedosas? Os filhos de Deus, provenientes da linhagem de Sete, se casaram com mulheres ímpias (Gn 6:2) e, há que se pensar, que eles foram arrastados a uma vida perversa, exatamente porque haviam se casado com mulheres más e iníquas.

A essa altura, como estava o coração do Pai? Os versículos acima nos deixam saber que o Senhor se arrependeu de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração. A maldade humana feria profundamente a Deus, mas havia, no meio de toda aquela situação, um homem diferente. Sim; Noé, um descendente de Sete, era um varão justo e íntegro no meio daquela geração corrompida. Noé andou com Deus (Gn 6:9). O que isto nos indica? O registro bíblico de que Noé andava com Deus, simplesmente representa que Noé conhecia a Deus pessoalmente. Ele possuía uma clara consciência da realidade de Deus em sua vida. Foi um homem bom em um mundo mau. Por que ele era tão diferente? O verso oito nos mostra que Noé possuía a graça de Deus. Ao meditar sobre o tema, vemos que o Pai derramou graça sobre ele e fez dele uma pessoa fiel.

Em Gênesis, capítulo sete e oito, descreve-se o dilúvio que o Senhor enviou sobre a Terra como juízo sobre aquela geração ímpia e má. Deus destruiu toda a raça humana, com exceção de Noé e sua família. O homem de Deus construiu a Arca exatamente como o Senhor lhe havia ordenado e, somente ele e sua família, foram salvos daquela catástrofe. A Bíblia afirma que haverá um outro dia de juízo, o qual será muito mais terrível, quando o mundo que conhecemos chegue ao seu fim (2 Pedro 3:3-13). Conquanto isto possa parecer utopia para muitos, inclusive para alguns cristãos, o tempo se aproxima rapidamente. Temos uma fotografia dos dias de Noé. Em sua avaliação, como está a sociedade nos dias de hoje? Arrisco em dizer que o pecado e a maldade estão, de tal forma, disseminados no mundo, que não diferimos em nada daqueles dias. Pelo contrário, penso que estamos, em alguns casos, bem piores. O homem ofende a Deus o tempo todo, e o fato do Senhor ser paciente e estar esperando por arrependimento, não significa que estamos distantes do fim. Jesus, toma o exemplo de Noé e nos diz em Lucas 17.26: Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos. Preste atenção no termo “assim como”. Jesus está comparando aqueles dias de Noé com os dias da Sua vinda. A situação dos dias que precedem a vinda do Filho do Homem, seria a mesma daqueles dias de Noé. Como destaquei acima, estamos nesse tempo. É apenas uma questão de cumprir certos propósitos de Deus. Comer, beber, casar e dar em casamento, retrata, à despeito dos dias maus, uma certa normalidade para as pessoas que se conformam com este mundo. Com certeza, o Senhor está às portas. Você está preparado (a) para encontrar-se com Ele?

Pr. Natanael Gonçalves

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