Reencarnação – Última parte

Reencarnação – Última parte
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Inserimos o texto abaixo que, segundo os defensores da reencarnação, ele prova o ensino desta doutrina: 

“E os seus discípulos lhe perguntaram: Rabi, quem pecou, este ou os seus pais, para que nascesse cego?”  (João 9:2). 

Por este versículo, espíritas e outros seguidores, dizem que os discípulos acreditavam na reencarnação. Será que é esta a interpretação? Novamente quero ser enfático com um “não”, de forma alguma. Os discípulos, como todos os judeus, eram seguidores de Moisés e da Torah. Tanto na Lei, como em todo Velho Testamento, não se encontra um apoio para tal ensino. Por outro lado, Jesus não partilhava dessa ideia e nunca ensinou isso e, vemos na sua resposta um tiro certeiro contra a reencarnação: “Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus” (Jo 9:3). 

Essa resposta arrasa os alicerces de toda construção reencarnacionista, baseada na opinião de que erros graves, crimes, etc., seriam a causa de pessoas nascerem com problemas físicos, uma vez que isto representava um débito em sua vida anterior. Mesmo que algum judeu ou até mesmo alguns dos discípulos pudessem ter a ideia da reencarnação (admitimos por pura suposição), Jesus não as ensinava e nem tampouco as apoiava, pelo contrário, ensinava a ressurreição e o Juízo Final. A pergunta dos discípulos foi fundamentada em dois aspectos: 

1)     A interpretação de Êxodo, capítulo 20.5: Deus, através da lei, diz que quando alguém praticasse a idolatria e se curvasse diante de uma imagem, Ele visitaria com juízo de maldição até a terceira e quarta geração, desses, que O aborrecem.

2)     Alguns rabinos ensinavam que um bebê podia pecar no ventre de sua mãe. 

Esses foram os fatos que deram origem à pergunta dos discípulos e não porque cressem que o cego houvesse vivido, numa existência anterior, uma vida de pecados. 

Outro registro bíblico que se encontra em Lucas 23:39-43 nos deixa saber: 

 “E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”. 

A resposta do Senhor aqui, demonstra mais uma vez que há perdão, que há reconciliação e tudo isso baseado no sacrifício de Jesus na cruz do calvário. Quando alguém recebe a Jesus como Salvador (único e suficiente) e Senhor de sua vida, todo o seu débito é quitado.  Jesus levou todos os nossos pecados na cruz (1Co 5.7; 1 Pe 2:24). O castigo que nos traz a “paz” estava sobre ele! Glória a Deus! Não existe reencarnação, pois “cada um dará conta de si mesmo a Deus” (Romanos 14:12) e ainda: “Aos homens está ordenado morrer apenas uma vez, vindo, depois disso, o juízo” (Hb 9.27). 

Que o Espírito de Deus traga luz às mentes e corações! 

Pr. Natanael Goncalves 

Obs: Temos muito mais a comentar sobre esse tema, pois o mesmo não está esgotado. Todavia, achamos por bem encerrá-lo aqui. Se você tiver alguma dúvida, envie-nos um e-mail.

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